quarta-feira, 29 de janeiro de 2025

ACIMA DE TUDO!


Enquanto você - cidadão comum - rala o dia inteiro na escala 6x1, vê a conta da Sabesp subir mais rápido que fofoca em grupo de zap e paga um café que já tá valendo quase um rim (e vai piorar; culpa da safra e das mudanças climáticas, não do governo, antes que os gênios do zap-zap surjam com seu mimimi de sempre - se eu gostasse de mimimi, comprava um gato gago, registre-se), alguns Deputados decidiram que mereciam um descanso! Mas, claro, um descanso patriótico, bancado com o NOSSO dinheiro; afinal ser ‘representante do povo’ é exaustivo, né? E quem melhor para ensinar a nobre arte de transformar imposto suado em turismo de luxo e farra do que a musa da extrema-direita, Bia Kicis? Ééé, a Deputada sempre comprometida com a transparência (risos ao fundo), decidiu que precisava ir aos Estados Unidos para acompanhar as eleições naquele país; mas calma gente... Nada de pagar do próprio bolso! O brasileiro médio já tem que bancar o pão e circo, então por que não bancar o dólar e o champanhe também? E olha só que curioso: na prestação de contas, a deputada jurou que sua viagem aconteceu entre os dias 9 e 14 de novembro; só que - ops - detalhe... Na verdade, ela pisou em solo americano no dia 4 para garantir sete dias de férias - digo - "Missão Oficial", na Flórida e em Washington, sem qualquer compromisso oficial relevante. Tudo pago pelo amor e carinho do contribuinte!

E quem mais estava nessa caravana do Amor Vira-Lata? O sempre ilustre "delegado" Paulo Bilynksy, que aproveitou cinco dias de dolce far niente em um hotel Marriott sem nem se dar ao trabalho de inventar uma desculpa, mesmo que esfarrapada... Já Rodrigo Valadares? Também deu seu pulinho patriótico para celebrar a Democracia (a estado-unidense, porque a brasileira é cheia de comunistas, segundo eles). Agora, o momento mais emocionante da trama: o relatório oficial! Afinal, depois de gastar dinheiro público, é sempre bom ter uma desculpa no bolso. Nele, Bia detalha suas “importantes” agendas e omite qualquer menção à festança do pato Donald... Transparência, né? Ela até lista eventos super relevantes para o Brasil, como a "Comemoração do Dia do Veterano dos EUA" e visitas a deputados da extrema-direita estado-unidense. Mas a cereja do bolo vem agora: a justificativa oficial da viagem era uma reunião da Comissão Interamericana de Direitos Humanos; mas, adivinhem... Ela não compareceu! Por quê? Ah, porque a festança caiu no mesmo dia do aniversário da mamãe. Deus, Pátria (dos outros, mas) Família (dela) em primeiro lugar, claro! E o pagador de impostos que lute!

Mas calma, porque a melhor parte ainda vem: enquanto você rala pra pagar boleto, esses Deputados torram dinheiro público pra curtir spa, hotel caro e (claro) farrear, enquanto seus fãs - sim, os "patriotas" de WhatsApp (que também atendem por "GADO") - aplaudem, compartilham e babam ovo, sem perceber que estão financiando o rolezinho VIP dos ídolos. E pior: quem reclamar será chamado de qualquer coisa, de "comunista", "esquerdista mimizento" pra baixo, como manda a "boa" educação que receberam de seus pais.

Acima de tudo, deveria estar a verdade; contudo, no Brasil paralelo dos bolsonaristas, acima de tudo está a HIPOCRISIA. E o contribuinte? Ah, esse paga a conta... Mas enquanto isso, os contribuintes bolsonaristas, também pagam a conta, mas defendem os perdulários folgados nas redes sociais e ainda aplaudem em êxtase bovino. E depois não gostam de serem chamados de "gado".

Abaixo, documentos obtidos pelo Jornalista Vinícius Segalla - DCM - trazem à tona a desfaçatez e a cara-de-pau dos endeusados do bolsonarismo:


BIA KICIS



PAULO BILYNSKY




RODRIGO VALADARES







segunda-feira, 27 de janeiro de 2025

QUEM É VOCÊ?! (teste-se)

RESPONDA SINCERAMENTE E DESCUBRA MAIS SOBRE SUAS CRENÇAS POLÍTICAS!

(gabarito no primeiro comentário)



1. O que você acredita ser mais importante em uma sociedade?

a) Garantir que todos tenham os mesmos direitos e oportunidades.
b) Preservar a cultura e a identidade nacional acima de tudo.
c) Eliminar as desigualdades entre ricos e pobres.
d) Promover a solidariedade entre todos os povos.

2. Como você vê o papel do Estado na economia?

a) Regular a economia para garantir justiça social.
b) Permitir que os mais fortes economicamente prosperem sem interferências.
c) Nacionalizar recursos estratégicos para o bem coletivo.
d) Promover políticas públicas que combatam a pobreza.

3. O que você pensa sobre imigração?

a) É uma riqueza para a diversidade e para o progresso da sociedade.
b) Deve ser controlada para proteger os empregos e a cultura local.
c) Os trabalhadores imigrantes são nossos irmãos de classe.
d) Todas as pessoas têm o direito de buscar uma vida melhor em qualquer lugar.

4. Qual é a sua opinião sobre educação?

a) Deve ser gratuita e acessível para todos.
b) Deve ensinar valores patrióticos e reforçar a hierarquia social.
c) Deve priorizar o pensamento crítico e a formação humana.
d) É um direito fundamental que o Estado deve garantir.

5. O que você acha do papel da mulher na sociedade?

a) Igualdade total em direitos e oportunidades, sem exceções.
b) A mulher tem um papel essencial na família e deve ser protegida.
c) Lutar contra o patriarcado é essencial para a emancipação social.
d) A liberdade da mulher é central para o progresso de qualquer sociedade.

6. Qual é a sua opinião sobre sindicatos?

a) São essenciais para a defesa dos trabalhadores.
b) Podem ser úteis, mas precisam ser controlados pelo Estado.
c) São instrumentos de luta contra a exploração capitalista.
d) Devem ser fortalecidos para garantir melhores condições de trabalho.

7. O que você pensa sobre liberdade de expressão?

a) Deve ser garantida para todos, desde que não promova discurso de ódio.
b) Deve ser controlada para evitar ideias que ameacem a ordem nacional.
c) É fundamental para a luta por direitos e pela justiça social.
d) Todos devem ter voz para questionar e transformar a sociedade.

8. Como você vê as desigualdades sociais?

a) São um problema estrutural que precisa ser resolvido coletivamente.
b) Algumas desigualdades são naturais e inevitáveis.
c) A riqueza de poucos depende da exploração de muitos.
d) Devemos combater as desigualdades com políticas públicas redistributivas.

9. O que você pensa sobre movimentos sociais?

a) São importantes para a construção de uma sociedade mais justa.
b) Devem ser monitorados para não prejudicar a ordem.
c) São formas legítimas de luta contra opressões históricas.
d) A luta popular é essencial para mudar a sociedade.

10. Qual é o papel da arte na sociedade?

a) Transformar e questionar as estruturas sociais.
b) Exaltar a cultura nacional e os valores tradicionais.
c) Inspirar as pessoas a sonharem com um mundo melhor.
d) Ser acessível a todos como forma de expressão e libertação.

domingo, 26 de janeiro de 2025

"PATRIOTAS", O MEU BRASIL NÃO SE AJOELHA!


E o nosso Brasil assistiu uma cena que envergonha e revolta qualquer um que tenha um mínimo de amor próprio e respeito pela dignidade humana... A chegada de brasileiros deportados dos Estados Unidos, sob as ordens do governo Trump, trouxe à tona não apenas a dor do fracasso de sonhos, mas também uma tentativa explícita de humilhação! Durante uma troca de aeronave, causada por problemas técnicos no avião estado-unidense, detectada "após" (relatos abaixo indicam que se tratava de um avião sem plenas condições de operação) aterrissagem para reabastecimento em Manaus, agentes do país norte-americano queriam que nossos compatriotas - nossos irmãos e irmãs - permanecessem algemados nas mãos e acorrentados nos pés enquanto aguardavam a chegada de uma outra aeronave vinda dos EUA para substituir a sucata gringa. Sim, eles queriam (no nosso território) manter os deportados algemados e acorrentados, sem contar que queriam que ficassem no "sucatão", confinados e sem ar-condicionado; quem já viajou de avião sabe da importância do mesmo e quem conhece nosso país, sabe do calor de Manaus, o que tornou a situação ainda mais desesperadora para os brasileiros.

É importante destacar que - segundo relatos - a maioria dos brasileiros deportados não possuía condenações criminais nos Estados Unidos ou no Brasil; sua única infração foi a entrada ou permanência irregular em território norte-americano. A tentativa de rotulá-los como "criminosos condenados", como já o fazem os bolsonaristas nas redes sociais, é uma distorção que visa desumanizar esses indivíduos e justificar o tratamento degradante a que foram submetidos... Pois bem, durante o voo de deportação, não foram poucos os relatos apontando para agressões físicas e psicológicas; por exemplo, Carlos Vinícius de Jesus (29 anos), natural de Vespasiano (MG), afirmou que ele e outros passageiros foram algemados, agredidos e ameaçados. "Foi terrível, vim preso nos braços, nas pernas e na cintura, eles não respeitaram a gente; bateram em nós; disseram que iam deixar derrubar o avião e que o nosso governo não era de nada", relatou. (G1)

Isso tudo sem contar com momentos de pânico durante o voo devido a falhas técnicas, como problemas no ar-condicionado e nas turbinas (com relatos de fumaça saindo de uma delas), o que causou desespero entre os deportados; foram registrados alguns desmaios, o que é compreensível.

Essa cena é mais do que uma afronta, é um espelho do que significa ser tratado como sub-humano por aqueles que se autoproclamam defensores da Liberdade e da Democracia... E - como se não bastasse - aqui no Brasil, os adoradores de Trump, os "patriotas" de plantão, que nunca esconderam seu servilismo e viralatismo, não se envergonham de sua condição de capachos de Trump... Que é como se aplaudissem esse tipo de tratamento, como se fosse uma lição merecida para quem ousou buscar uma vida melhor no "home of the free, land of the brave!" E não se assustem se agora, nas redes sociais, os tais "patriotas" estiveram já "passando pano" para o governo que idolatram (a desculpa de praxe será no sentido de desmoralizar os brasileiros deportados chamando-os de "criminosos", "condenados"); afinal, a extrema-direita brasileira, infantilizada e obcecada em “lacrar” contra esquerdistas, comemora a posse de Trump até hoje (como um marco de sua SUBMISSÃO ideológica)! E certamente não se sentem minimamente constrangidos em ver brasileiros serem tratados como criminosos, serem tratados de forma flagrantemente degradante; para essa turma, a humilhação é aceitável, desde que venha de seu ídolo de pele laranja. Registre-se, nossos "patriotas" desconhecem um fato pra lá de claro, nos EUA, Democratas e Republicamos são Direita e Extrema-Direita... Não Esquerda e Direita (respectivamente).

Mas o Brasil não se ajoelha! E a resposta veio de forma firme e contundente, pois aqui nós temos Presidente! E um Presidente tão forte quanto humano e este - imediatamente - ao ser informado das condições enfrentadas por nossos irmãos e irmãs, determinou que os brasileiros fossem soltos e chamou um avião da FAB para levá-los com dignidade até Minas Gerais. Lula reafirmou nossa Soberania, deixando claro que nenhum país tem autoridade sobre o nosso povo! Ninguém manda no território brasileiro, ninguém manda prender ninguém, somente a nossa Justiça! Registre-se.

Agora, é preciso dizer - e repetir quantas vezes forem necessárias - em alto e bom som: isso não é patriotismo, é vergonha alheia! Esses “patriotas” celebram as correntes que prendem nossos conterrâneos porque nunca tiveram coragem de enfrentar a verdade; a verdade de que o governo Trump não viu aliados no Brasil, mas um quintal para explorar com alguns 'macaquinhos' de pernas abertas e camisas da proba CBF! A verdade de que seu suposto “herói” construiu muros ideológicos, separando ricos de pobres, poderosos de vulneráveis e colocando o Brasil no lugar de subserviência que eles, os lacaios do imperialismo, tanto almejam. Portanto, é no mínimo revoltante que, enquanto famílias choram ao ver seus entes queridos retornarem humilhados, parte da população prefira se alinhar aos opressores. Esse viralatismo não é apenas vergonhoso, é desumano; porque o que foi feito hoje com os deportados não é sobre lei ou segurança, é sobre poder e humilhação. Portanto, espero que esse episódio sirva como um lembrete de quem realmente está ao lado do povo brasileiro e não são aqueles que se ajoelham para os Estados Unidos, mas sim aqueles que - como Lula - exigem respeito e dignidade para cada brasileiro, em qualquer lugar do mundo! E que fique claro: não há correntes, algemas ou ideologias que calem quem luta pela soberania e pela dignidade do nosso povo!

Brasileiros merecem respeito... Aqui, lá fora, em qualquer lugar do mundo!

E quem não sente indignação com a humilhação dos seus, não é patriota... É cúmplice!

sábado, 25 de janeiro de 2025

PELO POVO E PARA O POVO


E finalmente vivemos tempos de mudanças saudáveis em nosso país! Até uma criança já percebeu que - com a volta de Lula ao cargo mais alto e importante da República, a política está se afastando da indiferença, da arrogância - e das bravatas autoritárias - para abraçar a transparência e a empatia... 

Resolvi rabiscar estas linhas por conta da gritaria na grande mídia - e em setores da mídia alternativa - por causa da recente declaração de Luiz Inácio Lula da Silva sobre os altos preços dos alimentos... Muita gente não gostou, mas eu sim e explico porquê. Em primeiro lugar, afirmo tratar-se de um símbolo poderoso dessa transformação que apontei no início do texto; é que ao reconhecer publicamente que os custos estão altos e cobrar soluções concretas de seus Ministros, o Presidente Lula nos lembra do que significa governar para o povo e com o povo! Logo, posso também afirmar que tal gesto não é sinal de fraqueza, tampouco descuido, muito menos que prejudica o próprio governo; mas sim, essa é a força de um líder que não se esconde atrás de números ou discursos ensaiados... É a coragem de quem sabe que enfrentar a realidade é o primeiro passo para transformá-la; Lula não apenas governa, ele vive a realidade de milhões de brasileiros e entende que - para o trabalhador - o preço de um quilo de arroz não é uma abstração econômica, mas a diferença entre uma refeição digna e o vazio no prato.

Compreendo que há quem critique sua postura, argumentando que expor um problema é expor vulnerabilidades, que é "criar fato negativo sobre o governo"... Mas de onde tiraram que transparência é fraqueza? Em um mundo marcado por líderes que desviam o olhar da dor alheia, que se ocupam com regalias e produtos inacessíveis à grande maioria da população, Lula se destaca por olhar nos olhos do povo e dizer: "Eu sei o que vocês estão enfrentando e vamos trabalhar para mudar isso" e isso é poderoso, pois é verdadeiro; quem acompanha a trajetória do petista - se honesto - pode atestar a veracidade do que digo...

Não estamos mais nos tempos do "E daí? Não sou coveiro" e comia picanha de 1600 Reais enquanto o Brasil voltava ao Mapa da Fome da ONU... Eram tempos em que a insensibilidade fazia morada no Palácio do Planalto; porém, não vivemos mais sob o signo da desconexão, onde a prioridade era desonerar jet skis e videogames, enquanto o povo lutava para colocar comida na mesa e fazia fila para pegar ossos! Hoje, temos um Presidente que entende que a dignidade começa pelo básico: pelo pão de cada dia, pelo arroz e feijão que alimentam o corpo e a alma de uma nação; portanto, não seria exagero dizer que Lula não está apenas liderando um governo; ele está resgatando o sentido mais profundo da política: servir ao povo; ao passo de que nos lembra que o papel de um líder não é ignorar os problemas, mas reconhecê-los e enfrentá-los; não é alimentar ilusões, mas trabalhar pela concretização de sonhos; é compreender que a grandeza de um país se mede pela dignidade de seu povo. Logo, ao cobrar soluções para os preços dos alimentos, Lula reafirma um compromisso que vai além de sua figura política e sim, ele reafirma em alto e bom som que o Brasil não é para poucos, mas para todos! Que governar é ouvir, agir e transformar; e - acima de tudo - que o poder não deve estar distante das realidades cotidianas, mas mergulhado nelas, buscando sempre por justiça e por reduzir desigualdades.

Que orgulho viver em tempos de um Presidente que sabe o preço do arroz e do feijão de cada dia e que nunca esqueceu o valor da esperança... Um presidente que não apenas vê o povo, mas caminha ao lado dele... Isso - em tempos de cinismo, individualismo e indiferença - é revolucionário. E, para o Brasil real, é um motivo de profunda inspiração.



sexta-feira, 24 de janeiro de 2025

SOBRE PEDIR PERDÃO


Hoje, convido todos a uma reflexão sobre algo que parece cada vez mais esquecido: o ato de pedir perdão... 

Pedir perdão é um ato supremo de coragem; mas não se trata de uma coragem que se impõe pela força e sim, de uma força interior que nos permite olhar para dentro de nós mesmos e reconhecer o abismo que causamos no coração de outra pessoa; é um gesto que exige humildade, empatia e - acima de tudo - a disposição sincera de se responsabilizar pela dor que provocamos, seja por ação ou omissão... Perdoar e pedir perdão são caminhos que demandam maturidade, mas há uma diferença fundamental: o perdão é uma dádiva que oferecemos ao outro e (paradoxalmente) a nós mesmos! Já pedir perdão é a confissão mais honesta de que falhamos, que somos seres falhos; é admitir que - em algum momento - fomos cruéis, negligentes ou indiferentes, transformando o outro em uma extensão de nossas próprias inseguranças, medos e traumas.

Logo, o verdadeiro pedido de perdão não se esconde atrás de justificativas, manipulações ou inversões de papéis, pois não se trata de uma ferramenta para calar a dor alheia, mas uma ponte para que o outro se reconecte com sua dignidade, tantas vezes esmagada pelo peso de nossas atitudes... 

Quem não sabe pedir perdão, na verdade, não compreendeu o real significado do Amor. 

Infelizmente, há muitas relações em que o pedido de perdão nunca chega; são relações marcadas por controle, ciúmes, julgamentos e cobranças desproporcionais; são relações onde o respeito cede lugar ao medo e onde o silêncio das mágoas grita mais alto do que qualquer palavra - ou gesto desprendido - de amor. Nessas situações, o maior crime não é o erro em si, mas a recusa em reconhecê-lo. E assim, registre-se: o pior tipo de dor é aquela que nos descontrola, que nos obriga a gritar, a sair de nós mesmos na tentativa desesperada de sermos ouvidos... Não é um grito de raiva ou revolta, mas de sufocamento, de quem luta para resgatar sua humanidade em um espaço onde ela foi apagada e - claro - quem grita é frequentemente pintado como vilão, enquanto quem causa a dor se veste com o manto da vítima e, não raro, deixa que outras pessoas pensem o mal sobre quem - em desespero - perdeu o controle e elevou a voz, omitindo seu triste papel.

Agora, o perdão que não chega não é apenas uma dívida para com o outro; é uma dívida para consigo mesmo... Pois quem não reconhece suas falhas carrega um fardo invisível, um peso que corrói a própria alma e prende num círculo vicioso de relacionamentos vazios e cada vez mais violentos, seja no sexo - cada vez mais degradante - seja em palavras que deveriam inspirar... E, sim, o verdadeiro perdão começa pela palavra, mas sempre se completa pela ação; não basta pedir desculpas e repetir os mesmos erros... Um pedido de perdão vazio é apenas mais uma forma de manipulação, pois pedir perdão é - antes de tudo - um ato de vulnerabilidade... É reconhecer a humanidade no outro e em nós mesmos... É libertar quem foi ferido, das nossas prisões emocionais e (por fim) libertar-nos do peso da culpa (que ao menos deveríamos sentir). 

Aprender a pedir perdão é aprender a amar de um lugar onde o respeito e a liberdade do outro são mais sagrados do que qualquer desejo de controle ou posse...

Portanto, fecho este texto dizendo, pedindo a Deus ou a quaisquer forças do Universo, para que nunca nos falte a coragem de pedir perdão, nem a sabedoria de aceitar que, às vezes, ele não será suficiente para reparar o que quebramos; que possamos amar e nos relacionar de forma genuína, onde o perdão seja um caminho para a reconexão com a dignidade e a verdade, tanto nossa quanto do outro... E eu te perdoo por não ter me pedido perdão... Te perdoo pela ferida que ainda falta cicatrizar; te perdoo pela sombra que deixou em mim; sombras que hoje não me assombram mais. O que você fez, eu aprendi a me lembrar sem rancor - confesso que não esqueci - a entender sem mágoa, e - no fundo - descobri que o que fui (entre amor, dor, desespero e humilhação) é a semente do que sou agora: mais forte, mais sábio e verdadeiramente livre...





O GADO E A JUSTIÇA FAST-FOOD

🎼🎵Êêê Êô, vida de gado🎶povo marcado êê🎵povo feliz...🎶

É gado... O turma pra se superar em criatividade para justificar o injustificável... Agora, dizem: “Se o Bolsonaro fosse culpado, já estaria preso!” Claro, porque na "oficina do Olavo" que chamam de cabeça, o sistema judicial é como uma rede de fast-food: pediu, já sai pronto! Mas, diferentemente do que aconteceu com Lula, dessa vez a justiça está caprichando no prato; afinal, quando se trata de Bolsonaro, ninguém quer correr o risco de estragar o banquete da condenação com nulidades, não é mesmo?

Sim, a Justiça vai fazer questão de cozinhar lentamente cada prova no fogo baixo da legalidade, para que o prato principal - ou seja, a sentença - seja servido quente e sem chance de devolução.

Mas vamos começar falando sobre um assunto indigesto, os tais "fatos indeterminados"; sim, trata-se daquele tempero pra lá de especial que Sérgio Moro usou na condenação do Lula... É que na sentença, ele disse que o caso envolvia - tchãrããã - "fatos indeterminados" e para quem não sabe, isso significa que não sabiam exatamente o que ele fez, nem como, nem quando; mas - ei - deve ter feito alguma coisa, né?. É tipo condenar alguém porque "não sei, só acho que sim...", afinal, o que esperar de um Procurador da República que tem a coragem de dizer "não tenho provas, só convicção!" E a melhor parte? Milhões acreditaram nisso! É a prova cabal de que o gado não precisa de cerca, só de um jornal da Globo e uma pitada de "seus amigos no WhatsApp estão certos"; aliás, isso é resultado de décadas de doutrinação - demonização - midiática contra Lula: uma condenação SEM PROVAS para "fatos indeterminados", o que fez total sentido pra capacidade cognitiva reduzida do gado.

Bem-vindo ao Show da Manipulação! O problema com os "fatos indeterminados" é simples: não dá para determinar nada! Moro basicamente disse: "Olha, Lula, a gente não sabe como, mas você é culpado, tá?" Isso é o equivalente jurídico de prender alguém porque "parece suspeito"... E o gado? Aplaudiu de pé! Foram às ruas, vestiram verde e amarelo, gritaram “Lula ladrão” sem nunca conseguir responder à pergunta básica: O que ele roubou, "patriotário"? Até hoje, quando questionados, gaguejam, mudam de assunto ou simplesmente dão aquela risadinha nervosa e chamam quem perguntou de comunista, defensor da corrupção e ladeira abaixo. Vergonha para todo lado. 

Agora, esses mesmos "jênios" que acreditaram em "fatos indeterminados" estão doidos porque o Bolsonaro não foi preso ainda; não entendem que o caso Lula foi uma aberração judicial para tirá-lo da corrida eleitoral, enquanto o de Bolsonaro é um desfile de provas concretas que estão sendo cuidadosamente alinhadas para que ele não escape nem com reza brava.

BEM, VAMOS ÀS PROVAS CONTRA O "mito":

  1. Planejamento de Golpe de Estado: Bolsonaro - o Golpista Trapalhão - deixou um rastro tão claro que até um detetive de quinta resolveria (imagina um Investigador da Polícia Federal). Reuniões, mensagens, aliados delatores... Tudo documentado. Pena prevista? Até 20 anos de cadeia;
  2. Fraude em cartões de vacina: Forjar certificados para burlar restrições sanitárias. É crime, e crime feio. Pena? Mais uns 6 anos de brinde.
  3. Joias e presentes: Não só recebeu, como roubou e tentou vender. Corrupção passiva e lavagem de dinheiro são só dois dos vários artigos do código penal que ele violou. Pode render de 2 a 12 anos.
  4. Ataques ao sistema eleitoral: Abuso de poder e desinformação para atacar as urnas eletrônicas. Mais uns 8 anos na conta.
Agora, o mais importante: por que está demorando? Porque - diferentemente do caso Lula - o de Bolsonaro não precisa de truques! É só organizar as provas, apresentar e garantir que o tribunal não deixe brechas. Logo, quando for condenado (e será! Porque o volume de provas daria para montar uma biblioteca), a sentença será um exemplo. Vai pegar tanto tempo de prisão que até os netos dele vão sair devendo uns anos! Então, para os que ainda acreditam que "se ele não foi preso, é porque não tem provas", fica a dica: aprendam a diferenciar um julgamento legítimo de uma farsa judicial. Porque, quando Bolsonaro for para trás das grades, o som que vocês vão ouvir não será de panelas batendo, mas da grande festa que tomará o país. Eu já garanti fogos, vou fazer um churrascão e beber até chamar Jesus de Genésio. Nunca a musiquinha do Plantão da Globo foi tão esperada... Agora, e se o gado já me acha insuportável por trazer verdades que sua baixa cognição não lhes permite entender, imagina gargalhando das suas lágrimas pelo FUTURO PRESIDIÁRIO?!


REGISTRE (para não assustar depois):


1. TENTATIVA DE GOLPE DE ESTADO
Acusação: Planejamento e incitação a um golpe de Estado após as eleições de 2022.

Provas:

  • Relatório da Polícia Federal cita Bolsonaro 516 vezes, indicando seu envolvimento no planejamento da tomada de poder. (Fonte: CNN Brasil)
  • Depoimentos e delações de aliados próximos que apontam para a participação ativa de Bolsonaro em reuniões e discussões sobre a subversão da ordem democrática.
    Pena: de acordo com o Art. 359-M do Código Penal (crimes contra o Estado Democrático de Direito), a pena pode variar de 4 a 12 anos de reclusão, além de multa.


2. FRAUDE NO CARTÃO DE VACINA CONTRA A COVID-19
Acusação: Envolvimento em esquema de falsificação de cartões de vacinação para burlar restrições sanitárias.

Provas:

  • Mensagens de texto e registros eletrônicos indicando a solicitação e obtenção de certificados de vacinação falsos para Bolsonaro e membros de sua comitiva.
  • Testemunhos de funcionários públicos que alegam terem sido pressionados a emitir documentos fraudulentos.
    Pena: conforme o Art. 297 do Código Penal (falsificação de documento público), a pena é de 2 a 6 anos de reclusão e multa. Caso seja configurado uso de documento falso (Art. 304), pode-se aplicar pena adicional de 2 a 6 anos de reclusão e multa.


3. RECEBIMENTO INDEVIDO DE JOIAS
Acusação: Recebimento não declarado de joias de alto valor durante o exercício da presidência, possivelmente configurando corrupção passiva.

Provas:

  • Registros alfandegários que mostram a entrada das joias no país sem a devida declaração oficial.
  • Depoimentos de assessores que confirmam o recebimento e a posse das joias por Bolsonaro.
    Pena: de acordo com o Art. 317 do Código Penal (corrupção passiva), a pena é de 2 a 12 anos de reclusão e multa.


4. ABUSO DE PODER POLÍTICO E USO INDEVIDO DOS MEIOS DE COMUNICAÇÃO
Acusação: Utilização da máquina pública e dos meios de comunicação oficiais para promover sua candidatura e atacar o sistema eleitoral.

Provas:

  • Registro de reuniões com embaixadores estrangeiros nas quais Bolsonaro questionou, sem evidências, a integridade das urnas eletrônicas.
  • Discursos oficiais e postagens em redes sociais institucionais disseminando desinformação sobre o processo eleitoral.
    Pena: de acordo com a Lei de Abuso de Autoridade (Lei nº 13.869/2019) e a Lei das Eleições (Lei nº 9.504/1997), as penas podem incluir inelegibilidade por até 8 anos, além de sanções administrativas e multa.

É importante registrar que as investigações estão em andamento e novas evidências podem surgir à medida que os processos avançam.

AINDA ESTOU AQUI

ARTE, RESISTÊNCIA E A LUTA CONTRA O ESQUECIMENTO


No início dos anos 2000, durante minha graduação em Comunicação Social (Jornalismo), vivi uma experiência que carregarei para sempre... Era uma aula onde nos foi exibido um documentário sobre o assassinato de Vladmir Herzog pela ditadura brasileira e como sua morte se tornou um dos pilares da demolição do vergonhoso regime no qual nosso país estava afundado. Ao final da exibição, um colega de classe questionou por que precisávamos revisitar aquele assunto e quando o Professor fez menção de responder, interrompi levantando a mão, pedindo a palavra: "Professor, posso?" Com seu consentimento, falei sobre a ditadura, sobre como minha família foi impactada (com primo se escondendo em nossa casa e depois fugindo do país, seu irmão preso e torturado...), como a frase "Cesário, fala mais baixo, vai que alguém te escuta e chama a Polícia..." (durante um almoço de domingo em casa, não se podia falar mal do regime nem dentro de casa) da minha mãe para o meu pai... Bem, eu era um dos mais velhos da turma e me lembrava muito bem do período e a turma toda fez silêncio e prestou atenção; certamente compreenderam meu interesse em deixar claro que nosso país nunca mais deveria passar por tal situação. Contudo, anos depois, vi crescer um movimento desgraçadamente infame que pedia a volta dos militares ao poder. Sim, como disse Marx: "A História se repete, primeiro como tragédia, depois como farsa..." No nosso caso – felizmente – como comédia.

E agora, diante da indicação de Ainda Estou Aqui ao Oscar nas categorias de Melhor Filme e Melhor Filme Internacional, além de Fernanda Torres como Melhor Atriz, sinto que há uma centelha de esperança... Não se trata apenas de um filme, mas sim de um libelo contra a tortura e o desgraçado autoritarismo brazuca, um grito pela memória, um apelo à dignidade humana! Em tempos de extremismo de direita, quando narrativas distorcidas como as do Brasil Paralelo tentam reescrever nossa história, este filme é muito pra lá de necessário, pois nos obriga a lembrar do horror para que jamais o aceitemos novamente... De fato, Ainda Estou Aqui é uma Obra de Arte poderosa, conduzida magistralmente por um diretor que entendeu que, às vezes, o que não se vê é mais devastador do que aquilo que se mostra; portanto, ao invés de explicitar as violências cometidas nas salas escuras do regime, o filme corta a alma do espectador com os ecos de gritos de dor e desespero - muitos deles de mulheres - enquanto o silêncio da cena posterior deixa a dor ressoar em nossas mentes. Tal recurso não apenas nos coloca como testemunhas do horror, mas o fixa no inconsciente, garantindo que essa memória jamais se apague.

Fernanda Torres nos entrega uma interpretação arrebatadora no papel de Eunice Paiva, uma mulher que personificou coragem e – odeio usar essa palavra – resiliência ao enfrentar o silenciamento e a violência do regime. Eunice perdeu o marido, Rubens Paiva, para as garras da repressão, mas jamais se calou. A atuação de Fernanda não é apenas arte, mas um verdadeiro tributo às vítimas e às famílias que lutaram para que suas vozes e entes queridos não fossem apagados. Em cada gesto, em cada palavra, Fernanda nos lembra que a memória é sim um ato de resistência – e o faz magistralmente. E sim, a vitória de Fernanda Torres no Globo de Ouro já é um marco, mas sua indicação ao Oscar eleva o impacto dessa conquista; é uma homenagem não apenas ao seu talento inquestionável, mas também à força da mulher brasileira que carrega em si história, luta e resistência... Em um cenário global onde os olhos se voltam para o Brasil, é uma afirmação de que nossa Cultura - mesmo atacada - permanece viva e pulsante.

Durante os anos de Bolsonaro - notório (e nojento) entusiasta da tortura e da ditadura - a Arte foi sufocada, os artistas vilipendiados e a História, distorcida. Lembrem-se que Bolsonaro rebaixou a Cultura, rebaixando o Ministério da Cultura para uma mera "Secretaria", na qual colocou um entusiasta de Josef Goebbels que foi defenestrado após um vídeo onde emulava o nazista para transmitir uma mensagem distorcida sobre Arte. E não ajudou em nada substituí-lo pela maluca do "pum do palhaço" que minimizou os horrores da ditadura em entrevista; diga-se de passagem, tratava-se de uma atriz decadente e completamente "fora da casinha".

Pois bem, homenagear Fernanda Torres é também homenagear todos os artistas brasileiros que, mesmo diante de tantas adversidades, continuaram a criar, a resistir e a iluminar. Trata-se de um tapa de luva de pelica na cara daqueles que ainda chamam o golpe de 64 de “Revolução”.

A tortura é um crime contra a humanidade, e nenhuma tentativa de revisionismo histórico pode mudar isso, registre-se.

Os que torcem contra Fernanda Torres e contra o Brasil no Oscar disfarçam seu ódio em um patriotismo mais falso que nota de 3 Reais, evidenciando a dura realidade: são apenas hipócritas doutrinados pela extrema-direita. Esses “patriotas”, que tentaram – e fracassaram em – desanimar a população de lotar os cinemas e agora se engajam em campanhas de boicote, são o reflexo de uma sociedade podre, adoecida. Mas nós, que amamos este país e acreditamos na Arte como transformação, seguimos em frente. A indicação já é uma vitória, e o Oscar – se vier – é lucro.

Que este momento sirva para reafirmarmos nosso compromisso com a memória, com a História e com a verdade; que seja um grito de alerta para nunca mais aceitarmos as trevas da ditadura. E que celebremos Fernanda Torres, Eunice Paiva e todos os que lutaram para que o Brasil nunca esqueça.

A Arte – afinal – é o maior ato de resistência.

domingo, 19 de janeiro de 2025

GRACIAS, PEPE...


Era uma vez um homem chamado Pepe Mujica, mas que poderia ser apenas Pepe... Não porque lhe faltasse grandeza, mas porque ele sempre soube que os verdadeiros gigantes caminham descalços, sentem o cheiro da terra e vivem com a serena humildade que só o amor pela humanidade, pelo mundo, pode ensinar... 

Podemos, sinceramente, dizer que Pepe não construiu palácios, mas plantou jardins; que não colecionou títulos e sim, cultivou histórias... Ele, que presidiu uma nação, de escolha própria decidiu morar em uma casinha de campo, ao lado de sua Lucía - companheira de vida e de lutas - cúmplice de sonhos e de esperas... Pepe nasceu no coração de Montevidéu, mas sua alma colossal sempre pertenceu ao campo; a simplicidade não era uma escolha e - sim - sua própria essência. Com suas mãos calejadas e coração enorme, Pepe nos mostrou que o poder não precisa corromper e que a Política pode ser a "Arte de Cuidar"... Durante seu mandato como Presidente do Uruguai, enquanto o mundo se perdia em vaidades, ele abria mão de quase todo o seu salário para ajudar os mais necessitados, porque entendia (e deixa como lição) que governar é também partilhar.

Naquele pequeno Fusca azul, ele não carregava apenas sua história, ali estavam os sonhos de um povo, a luta de décadas, os anos de guerrilha urbana contra a desigualdade social e a repressão da ditadura militar e as cicatrizes da prisão. Pepe era o líder que não precisava de ternos caros para ser ouvido, porque sua voz vinha carregada de uma autoridade que só a verdade confere; de uma sinceridade que não cabia nos discursos ensaiados, mas transbordava na simplicidade de suas palavras.

E agora, Pepe caminha para o pôr do sol de sua vida... Ele enfrenta o câncer com a mesma serenidade com que enfrentou a prisão e o exílio; “estou morrendo”, disse... E não como quem se despede, mas como quem compreende o ciclo natural da existência; não há revolta, não há amargura, apenas a belíssima aceitação da impermanência... E ainda assim, o mundo inteiro sente o peso dessa partida que se anuncia, porque estamos perdendo - pouco a pouco - um dos últimos "Filósofos do Povo"... Ao lado de Lucía (sua companheira de décadas), Pepe vive seus dias finais em sua chácara, onde o canto doce dos pássaros mistura-se com o sussurrar acalentador das árvores... Lá, eles plantam hortaliças, regam flores e celebram a vida como sempre fizeram: com a simplicidade que sabe transformar o comum em extraordinário. Pepe é a lembrança viva de que a verdadeira grandeza não está no ouro, mas na lama que molda a humanidade; ele nos ensina que a felicidade não está em ter, mas em simplesmente ser (algo tão importante - e tão ignorado - nos dias de hoje)... Que a política não é uma carreira, mas uma vocação para servir. e que o Amor - por uma pessoa, por um país, por um ideal - é força inexorável a mover montanhas e transformar destinos.

Quando Pepe se for, o mundo perderá mais um pouco de luz; mas ele nos deixa um legado que jamais se apagará... Suas palavras, suas escolhas, sua vida inteira são sementes que florescerão nos corações daqueles que acreditam que um mundo mais humano é sim possível.

E a mim fica a certeza de que enquanto houver memória, Pepe viverá! Não em estátuas, mas no coração do seu povo e em incontáveis corações mundo afora; não nos livros de História, mas nas vidas que ele tocou... E em cada jardim, em cada riso de criança, em cada ato de bondade desinteressada, lá estará ele: Pepe, um Filósofo da Simplicidade, que nos ensinou a caminhar com os pés na terra e os olhos no horizonte e com o coração pleno em Amor...

Obrigado pelo exemplo de vida, Pepe; pela coragem em transformar dor em luta e simplicidade em grandeza; obrigado por ser o exemplo vivo a nos mostrar que a verdadeira riqueza não está no que acumulamos, mas no que compartilhamos; obrigado por cada palavra sincera, por cada gesto de humildade, por cada semente de esperança que plantou nos corações de tantos... Obrigado por lembrar ao mundo que a política pode ser um ato de Amor e que o poder não precisa nos afastar da terra e sim, nos aproximar do povo; obrigado por viver com coerência, por caminhar com a alma leve e por inspirar gerações a acreditar que um mundo mais justo é possível.

Pepe, obrigado por ser farol, raiz e vento... 

Obrigado por ser Pepe.

sexta-feira, 17 de janeiro de 2025

REVOLUÇÃO ONLINE: Nosso País, nossa Voz, nosso Controle!


Finalmente chegou a hora de dizer basta! Por que continuamos entregando nossas vidas, nossos dados, nossas vozes e até mesmo nossa Democracia nas mãos de gigantes estrangeiros que só enxergam cifrões? Precisamos de um espaço digital verdadeiramente brasileiro, onde nossos valores, nossa cultura e nossa diversidade sejam respeitados e celebrados; um espaço como Conexão BrasilRede Livre ou Círculo Social, ou seja, redes sociais criadas por brasileiros para brasileiros, comprometidas com os interesses do nosso povo, do nosso país! Afinal, sabemos que as plataformas gringas - como Instagram, Facebook, Twitter e YouTube - não estão aqui para nos ajudar, mais sim, para nos explorar! Essas corporações ganharam poder descomunal e usam isso para influenciar nossas eleições, espalhar desinformação e amplificar discursos de ódio... Tudo isso em nome de um único objetivo: lucro acima de tudo, mesmo que custe a destruição da nossa ainda jovem Democracia e o rompimento do nosso tecido social.

Quer exemplos? Pois bem, o Twitter, agora “X” (ou "Xwitter" como me refiro), foi bloqueado no Brasil por descumprir ordens judiciais! O que aconteceria contigo se decidisse descumprir ordens judiciais? Elon Musk zombou das nossas leis, atacou nosso Judiciário e ignorou a soberania do nosso país! E por mais que muitos e muitos brasileiros o tenham defendido por sonharem em ser capachos para bilionários, nossas leis devem prevalecer em nosso país! E o Mark Zuckerberg que já declarou abertamente que o conteúdo mais polarizador – aquele que divide e inflama – é o que mais rende dinheiro... 

Esses bilionários não estão do nosso lado! Eles alimentam o ódio, o extremismo e a mentira, porque isso dá engajamento e engajamento enche seus bolsos de dinheiro. Dinheiro sujo, diga-se de passagem.

A Importância de uma Rede Social Nacional

Não é preciso pensar muito para entender a importância de termos uma rede social 100%, a qual nos traria inúmeras vantagens, por exemplo:

  1. Proteção contra manipulação estrangeira: Decisões sobre moderação de conteúdo seriam tomadas por brasileiros, alinhadas com nossos valores e nossa legislação.
  2. Fortalecimento da democracia: A moderação seria transparente e focada em combater desinformação, discursos de ódio e ataques à democracia.
  3. Monetização ética: Criadores de conteúdo seriam recompensados de forma justa, sem depender de algoritmos que priorizam a polarização.
  4. Valorização da cultura nacional: Seria um espaço para exaltar nossa música, arte, literatura e identidade cultural, sem o filtro do que "vende" no exterior.
  5. Soberania digital: Nossos dados estariam protegidos em servidores nacionais, longe de interesses corporativos e espionagem internacional.

O Preço de Continuar Dependendo das Redes Estrangeiras

A ausência de uma rede social nacional nos deixa reféns de interesses estrangeiros de, claro, de quem pagar mais aos estrangeiros e bem, isso já resultou em:

  • Manipulação de processos eleitorais, como vimos em 2018 e 2022, com desinformação sendo impulsionada em larga escala.
  • Amplificação de discursos de ódio, que levam a ataques a grupos minoritários e reforçam a intolerância.
  • Radicalização de pessoas levando-os a se pendurarem em caminhões, pregar golpe de estado, invadir os 3 Poderes para vandalizar numa "luta pela liberdade".
  • Lucros astronômicos para corporações estrangeiras, enquanto criadores brasileiros recebem uma parcela mínima.

Qualquer pessoa minimamente instruída sabe que as plataformas gringas falham miseravelmente em moderar conteúdos que ameaçam a segurança pública e a Democracia, portanto não é exagero defender o banimento dessas redes caso continuem desrespeitando as leis brasileiras. Aliás, isso seria até desejável, tendo em vista a radicalização que despertaram; inclusive, a extrema-direita pôde se reorganizar e ganhar força em um país que já teve a "honra" de contar com o maior partido nazista do mundo após o partido nazista da Alemanha.

Defender o Brasil é Priorizar a Soberania Digital

Cada segundo que passamos alimentando essas plataformas estrangeiras é um golpe contra nós mesmos, contra nossa própria independência; pois estamos entregando de bandeja o que temos de mais precioso: nossos dados, nossas opiniões, nossa criatividade e nosso tempo de vida! As plataformas gringas a qual nos acostumamos e até defendemos cegamente, não apenas controlam o que vemos, mas também influenciam o que pensamos, como agimos e até em quem confiamos. É um ciclo perverso de manipulação que nos transforma em produtos, não em cidadãos. Ao moldar narrativas com precisão cirúrgica - usando algoritmos planejados para explorar nossas emoções mais primitivas, temos um país que vai aos poucos se entregando à sanha de bilionários inescrupuloso e ávidos por sugar nosso dinheiro para aumentarem seus lucros pra lá de obscenos. Bilionários que sabem que o medo engaja, que o ódio viraliza, que a polarização é combustível para cliques e compartilhamentos e potencializam essa escravidão digital; enquanto isso, nossas vozes são usadas como peças de um jogo que não controlamos, onde somos todos peões batendo cabeça, tateando no escuro. 

Por quanto tempo vamos aceitar ser escravos/reféns digitais? Por quanto tempo permitiremos que nossas vidas sejam programadas por máquinas que só respondem a acionistas?

Esses gigantes internacionais não têm pátria, não têm ética, não têm limites! Eles não enxergam nações, apenas mercados; não veem pessoas, apenas números. Estão aqui para sugar nossas riquezas - nossos dados, nossa criatividade, nossa atenção e transformá-las em bilhões de dólares. O que recebemos em troca? Um ambiente digital tóxico, saturado de mentiras, ódio e divisões.

É uma colonização moderna, tão perversa quanto as invasões do passado; só que agora - ao invés de navios, aviões e bombas - usam algoritmos e dados; ao invés de ouro, levam nossas informações... E ao invés de correntes físicas, nos prendem com notificações, feeds infinitos e a ilusão de conexão. E o mais trágico? NÓS ESTAMOS FINANCIANDO NOSSA PRÓPRIA SUBMISSÃO!

Enquanto enriquecemos esses gigantes, eles destroem nossa capacidade de diálogo, fragmentam nossa sociedade e enfraquecem nossa democracia; pois não se importam com o Brasil, não respeitam nossas leis, nossa Cultura e muito menos soberania. Estamos diante de um império digital que só conhece uma bandeira: a do lucro. Mas isso pode mudar. A história nos ensina que todo império cai quando o povo decide resistir. Precisamos romper com essa dependência digital e lutar pela nossa soberania. Porque defender o Brasil não é apenas proteger nosso território físico; é também proteger nosso espaço digital. É garantir que nossa voz, nossa cultura e nosso futuro não sejam apagados pela ganância de corporações sem rosto.

Chegou a hora de escolher: continuaremos sendo colônia digital ou construiremos um Brasil verdadeiramente independente e soberano, também no mundo virtual?

Para que o Brasil conquiste sua soberania digital, é essencial que o Governo Federal desenvolva uma estratégia de investimento robusta, transparente e voltada exclusivamente ao interesse público. Essa estratégia deve garantir que as plataformas sejam criadas por brasileiros, para brasileiros, mas sem subserviência a qualquer governo, priorizando a sociedade civil e os princípios democráticos. Aqui estão os principais pilares dessa estratégia:

1. Criação de um Fundo Nacional de Soberania Digital (FNSD)

  • Financiamento Público-Privado: O fundo pode ser alimentado por recursos públicos, parcerias com empresas brasileiras de tecnologia e até crowdfunding nacional. Ele deve financiar startups e empresas que desenvolvam plataformas digitais focadas em inovação, inclusão e sustentabilidade.
  • Editais Públicos: Os recursos seriam alocados por meio de editais abertos e competitivos, com critérios claros e fiscalização rigorosa para evitar favorecimentos.

2. Garantia de Independência e Transparência

  • Gestão por Conselhos Independentes: As plataformas devem ser geridas por conselhos formados por representantes da sociedade civil, acadêmicos, especialistas em tecnologia e direitos humanos.
  • Proibição de Controle Governamental Direto: Estabelecer mecanismos legais que impeçam o uso político das plataformas, com auditorias frequentes realizadas por órgãos independentes e ONGs de monitoramento digital.

3. Promoção da Liberdade de Expressão com Responsabilidade

  • Moderadores Humanos e Algoritmos Éticos: Investir no desenvolvimento de algoritmos que combatam desinformação, discurso de ódio e manipulação, sempre preservando a liberdade de expressão legítima. Moderadores humanos treinados devem atuar em casos sensíveis.
  • Regulação da Monetização: Proibir a monetização de conteúdos que incentivem violência, desinformação ou ódio, priorizando conteúdos educativos, culturais e artísticos.

4. Educação Digital e Inclusão

  • Campanhas de Alfabetização Digital: Ensinar a população a reconhecer fake news, proteger seus dados e usar redes sociais de forma consciente.
  • Acesso Universal: Garantir que as plataformas sejam acessíveis a todos os brasileiros, incluindo pessoas com deficiência e populações de baixa renda, com versões leves que funcionem em dispositivos simples.

5. Incentivo à Inovação Nacional

  • Centros de Pesquisa em Tecnologia Digital: Criar centros de excelência em universidades brasileiras para desenvolver tecnologias de ponta em inteligência artificial, segurança cibernética e design de redes sociais.
  • Premiação de Iniciativas de Impacto Social: Estimular competições nacionais que premiem projetos de redes sociais com foco em educação, cultura e integração comunitária.

6. Parcerias Estratégicas e Diplomacia Digital

  • Colaboração com Países do Sul Global: Trabalhar com nações em desenvolvimento para criar um ecossistema digital independente das grandes corporações estrangeiras.
  • Intercâmbio de Tecnologias: Firmar acordos com países que compartilhem valores democráticos para trocar conhecimentos e boas práticas.

7. Segurança e Privacidade dos Dados

  • Data Centers no Brasil: Todas as plataformas devem armazenar seus dados exclusivamente em servidores localizados no território nacional, sob a proteção da legislação brasileira.
  • Lei de Proteção de Dados Rigorosa: Fortalecer a LGPD para garantir que os dados dos usuários sejam usados apenas com consentimento explícito e para fins legítimos.

Essa estratégia não é apenas uma resposta às ameaças das "Big Techs"; trata-se de um projeto de emancipação digital que fortalece nossa Democracia, valoriza nossa Cultura e assegura um futuro mais justo e inclusivo. Investir em soberania digital é investir no Brasil. É investir em nós mesmos!

domingo, 12 de janeiro de 2025

SUPERMAN! E a M... de ser adulto.


Pois então, DC Comics... O QUE FIZERAM COM VOCÊ?! Uma vez você foi o farol de histórias que equilibravam aventura, emoção e uma certa reverência ao peso de seus personagens, dos NOSSOS personagens favoritos; mas agora parece que decidiu mergulhar de cabeça no estilo “marveliano” de fazer cinema, onde tudo é um grande sketch de stand-up com efeitos visuais e um zoológico animado, ponto (curiosamente, o melhor da Marvel foi "Logan" e olha lá)!

Vamos começar pelo "Azulão", o "Escoteiro"... Não bastava a confusão com a identidade do personagem ao longo das décadas, agora decidiram colocá-lo numa roupa que parece saída de um baile à fantasia? Com um “S” tão estilizado no peito que mais parece um símbolo genérico de aplicativo de entrega, carvalho! Poultz, a história promete até um kaiju cuspindo fogo, o que nos leva diretamente ao universo de Godzilla, Ultraman e Spectreman. PelamordeDeus! Não sei se fico mais horrorizado com o conceito ou com o fato de que - com certeza - os tais "fãs", os "Super-Enzos" vão delirar se no meio do filme surgir um japonezinho gritando: “Plêi-istêi-Xíon!! Plêi-istêi-Xíon!!”

E o que dizer do Guy Gardner? Escolheram alguém que parece mais um ex-integrante rejeitado de boyband (por estar 'velho demais'); o cabelo de cuia está ali, mas em um corte que ficou ridículo no ator; não ornou, entendem? E o físico do personagem? Piada, certo? E o uniforme clássico? Uma das melhores coisas do Lanterna Verde Guy Gardner, foi jogado fora em troca de algo que parece saído de um crossover de cospobre e da Varca ainda por cima (entendedores entenderão). E não pára por aí! Tem a Lois Lane! Poultz, sinceramente, ela está pra lá de mais ou menos e não eu não gostei da Amy Adams no papel, achei muito nada a ver (aliás, achei que ela estava mais para Lana Lang!). Lex Luthor? Um ator com cara de bebê que mais parece um estagiário estressado da LexCorp! (já sendo aclamado por quem reclamou do Luthor em "Man of Steel"). E por falar em LexCorp... Alguém me explica como ninguém notou que aquilo é uma cópia descarada da Torre Stark? Ok, "inspirada"... Pelo menos foi a imagem que me veio à cabeça no mini-segundo em que apareceu. “Tá ótimo, ninguém vai perceber...” Certeza que esta frase foi ouvida... (ops, rapidinho: Ei, amigão, 'Spoiler Alert': eu percebi!) 

Gente, o Mr. Terrific? De Terrific mesmo só o chassi de grilo! Super Terrific, super. Ops, falei em "super", lembrei... E colocaram a cuequinha por cima das calças de novo! Que belezinha, super bacana, super moderno. "Ain, mas o Super sempre teve a cuequinha por cima da calça!" vai chorar o Nutella... A fralda vermelha (sim, 'tá parecendo uma fralda) de uma época e o "S" no peito de outra. 'Tá certinho, ops, 'tá "sertinho", confia. Ops, quase me esqueci, como está a menina que o Super tentou salvar quebrando-lhe o pescoço que está no trailer?! O cara é bem maior que a criança e precisou abaixar-se pra deixar o cabeção da menina pra cima para então, abaixá-la. O Super que eu conheço apenas ficaria em pé para proteger a menina, até porque não precisaria de mais do que isso. Ah, por muito pouco não esqueci: e o tiozinho sentando uma latinha na cabeça do Super? Ah 'tá, não vi algo pra lá de semelhante em "Batman Vs Superman".

E então chegamos ao Krypto, o Super-Cão! Gente, teremos um Super-Cão! Meu Deus, o Krypto! Com direito a capinha vermêia e energia de filhote! 'Taí a cereja no bolo dessa infantilização sem limites; alguém na DC deve ter dito: “Sabe o que precisamos? Um cachorro fofo que possa virar bonequinho do McDonald’s!” E lá foi o Krypto, transformado no mascote de pelúcia que vai estar em todo lugar. 

Eis o DESESPERO de fazer bilhão: o papai leva o Enzo ao cinema, os priminhos também e até os amiguinhos! E todo mundo ri das piadinhas, pra depois parar no drive-thru para garantir o combo-feliz com o brinquedo do bichinho!

O que me mata é ver os fãs da DC embarcando nessa; desesperados, abrindo mão da própria dignidade porque não suportam a Marvel bombar nas bilheterias (o que só acontece porque muitos dos supostos "DC Nautas", correm para o cinema pra qualquer lançamento da Marvel, o que os fãs da Casa das Ideias dos Outros, não faz!). E, poultz, a mesma galera que cresceu vendo heróis grandiosos agora parece feliz com qualquer coisa que tenha dancinha, rebolado ou piada forçada! Se o Superman aparecer rebolando no TikTok ou fazendo uma coreografia ridícula, vão achar o máximo. E sim, é como se todos tivessem regredido à infância, sonhando com os tempos de Bom Dia & Cia. E choram lembrando da Priscila daqueles tempos.

E sabe o que é mais triste? Eu assisti Superman: O Filme no cinema em 1979 - ainda criança - depois de acompanhar a série em preto e branco; passei a vida esperando uma visão adulta e impactante do personagem, explorando o que significa ser um alienígena entre humanos... Mas o que temos? Um filme censura 5 anos, feito para agradar infantilóides; infantilóides que nos legaram o horrendo "Flashpoint", o podre "Shazam", a vergonha alheia "Blue Beetle", que só tinha um alívio, aquela atriz que namorou o pião do Silvio Santos. o insosso "Black Adam", cuja melhor cena foi a do Henry "We need to talk" Cavill... Agora - de boa - se é para relembrar a infância, fico com Chico Bento, que ao menos respeitava minha inteligência! Na verdade, meus amigos, a DC jogou fora o que restava da sua dignidade para copiar a Marvel, na esperança de fazer bilhão com piadinhas e um bichinho fofo; pra quem viveu o Superman como o herói que simbolizava esperança e grandiosidade, isso é mais do que um insulto: é uma tragédia, uma vergonha. 

Pois bem, espero estar muito enganado, mas duvido. Sinto que será outro filme que esperarei pra encontrar pela internet (usando o Método Jack Sparrow), porque eu não darei meu dinheiro pra isso.

E se você se ofendeu ao ler este texto, saiba que estou pouco me lixando; pode me chamar de "Viúva do Snyder", eu vou fazer de conta que vocês não ovularam quando assistiram "Man of Steel" nos cinemas, beleza?

sexta-feira, 10 de janeiro de 2025

OS BOLSONARISTAS ESTAVAM CERTOS!

UM PEDIDO - SINCERO - DE DESCULPAS


 Em primeiro lugar preciso me retratar perante a sociedade pindamonhangabense! Sim, fiz muita chacota com seus medos, os quais julguei infundados e agora venho humildemente me desculpar, esperando - sinceramente -  que tenham a grandeza de me perdoar por tantas chacotas e desprezo. Sinto muito, eu deveria ter escutado o que diziam e não apenas ter tentado refutar suas argumentações, as quais - na época - julguei mal e preconceituosamente.

Bem, devo desculpas porque é realmente assustador notar que todas as escolas - públicas e particulares - foram obrigadas a impor a Ideologia de Gênero para nossas crianças; realmente acreditei em diversos "especialistas" em Educação que diziam que a tal ideologia não existiria. Fui inocente. E, confesso, ver nossas crianças sendo obrigadas nas aulas de Matemática a realizar operações de cálculo pra lá de complexas para determinar quantos gêneros existem, enquanto nas aulas de Português nossas crianças são obrigadas a estudar e debater diariamente o uso do pronome neutro. Meu Deus, isso é demais, isso é um absurdo. E o que falar sobre o "Kit Gay"?! O que estão fazendo com nossas crianças? Já há relatos de menores de idade que foram obrigados a transicionar no SUS, sendo entupidos de hormônios e mudando de sexo!

E nossas igrejas, gente? Todas fechadas e temos dezenas de Padres e Pastores presos sem julgamento, nas piores condições possíveis e imagináveis! Acabaram com nossa Liberdade Religiosa e agora, quando queremos orar, precisamos nos esconder e orar em voz baixa ou mesmo em pensamento apenas, porque estamos todos com medo do "Departamento de Ateísmo Compulsório"! E sim, já há notícias de pessoas que foram presas e ao retornar para suas casas, estavam todas muito machucadas e assustadas e renegando a Deus! O que fazer, meu povo? 

Decidi escrever este pedido de desculpas após acompanhar a chegada de três famílias na casa do meu vizinho, que foi obrigado a abrigar essas famílias, dividir com elas a casa onde mora, gente, uma casa de 3 quartos! E pelo que soube, se você tem mais de um quarto, é uma família que você será obrigado a dividir a casa, O que é isso, meu Senhor? Esse tal "Plano Municipal de Igualdade Residencial" é uma afronta a nós, cidadãos de bens! Aliás, estão dizendo que a minha casa deverá receber uma família e no meu quintal, retirarão a piscina e a churrasqueira para que eu possa abrigar um Coletivo de Artistas e criar uma Horta Comunitária de batata orgânica!

E a honrosa bandeira da nossa cidade? Basta passar diante de Prefeitura e da Câmara de Vereadores (agora intitulada "Soviete"), para nos depararmos com aquela imensa flâmula vermelha com a foice e o martelo! E eu ri de vocês gritando histéricos: "minha bandeira, jamais será vermelha" e agora, tenho que aceitar que vocês estavam certos em temer. E eu já não aguento mais escutar o novo hino da nossa cidade! Primeiro achei engraçado ter que aprender a cantar "Katyuscha", afinal, a língua russa é muito complicada, de primeira achei um desafio e - confesso - até me empolguei, agora todos os dias a música é entoada, sem parar pelo Camarada Gonzaga звук ("Zvuk", som em russo, aff, sei que todos já sabem disso, me desculpem a soberba).

Sinto muito, meus amigos, sinto muito...

Eu jamais imaginaria que a profecia de vocês, que o Brasil se tornaria uma Venezuela realmente aconteceria e assim, tão rápido. Primeiro - economicamente - viramos uma Argentina em seis meses e uma Venezuela e um ano e meio, como muito bem disse o "profeta" e prêmio Nobel de Economia, Paulo Guedes. Certo estava ele em manter milhões em um Paraíso Fiscal. E olha que tanto critiquei esse visionário Ministro...

Agora, minha maior decepção veio ao final do ano passado, mais especificamente no Natal, o qual me foi informado, ter sido nosso último! É que - como todos sabem - a celebração Cristã será substituída por uma festa em homenagem ao nascimento do ursinho "Misha" (Mikhail Potapych Toptygin, olha eu de novo esquecendo a humildade e lhes dizendo algo que já sabem) e a data será 12 de Julho... Mas continuando, foi um episódio triste ver todas as lojas de prateleiras vazias, o olhar de tristeza nos rostos das crianças só era superado pelo desespero dos pais que buscavam garantir os presentes para seus filhos. Que dó, gente, quanta tristeza e desalento... Ah, claro, o que dizer das filas quilométricas diante das padarias por toda a cidade? As pessoas se humilhando para garantir um único pão sovado por família! O que é isso, meu Deus?! Até quando? Aliás e o nosso shopping? Antes um lugar de lazer e diversão, agora não passa de um grande centro de distribuição de cotas alimentícias! 

Todos já viram a quantidade absurda de bicicletas coletivas em diversos pontos da cidade, não é mesmo? Pois bem, é por isso que todas as famílias que tiverem carros - novos ou usados - terão seus veículos apreendidos, todos deveremos nos deslocar de bicicleta a partir da próxima segunda.

Talvez a única boa notícia nessa loucura toda seja a geração de empregos, pois todos sabem que as empresas da cidade foram todas estatizadas e modificadas e agora todo mundo tem emprego garantido na fabricação de estatal de cachaça e nas novas plantações coletivas de cana-de-açúcar... Chamam por aí de "Socialização Etílica", algo que me disseram que foi pensado para estreitar os laços entre os membros da nossa - agora chamada - "comuna".

E agora, meus amigos, temos que nos preparar para acompanhar - é obrigatório - o desfile de tanques e soldados que acontecerão 3 vezes ao ano ao longo de toda a Avenida da Paz Popular (antiga Jorge Tibiriçá) e a cantar a "A Internacional" na Praça da Pax Socialista (ex-Praça Monsenhor Marcondes), diante da "Casamata Prestes" (a antiga "Gruta"), onde acabaram de instalar canhões! Canhões, minha gente, canhões! E acredito que todos receberam o Comunicado Oficial sobre sermos obrigados a enfeitar nossas casas com a Estrela Vermelha. 

Sim, meus amigos, com nossos votos - que uns ainda tem coragem de dizer que foram fraudados (e desaparecer na noite para nunca mais serem vistos, dizem que são levados para Gulags Canavieiros em outros Estados) - trouxemos o mal absoluto para nossa cidade; a Revolução chegou, se instalou e tudo o que vocês diziam se tornou uma torturante realidade.

Sinto muito por não ter acreditado no que chamei de delírios e mau-caratismo, vocês estavam certos, somos agora todos comunistas e não podemos nem mais sorrir, pois nos informaram que sorrir é "coisa de burguês safado" e quando nos encontramos devemos fechar a cara e cerrar o punho!

Novamente, me perdoem... E como nos obrigam a dizer: Saudações, Camaradas!

quarta-feira, 8 de janeiro de 2025

DESINFORMAÇÃO E CONTROLE: O Jogo de Zuckerberg no Tabuleiro Global

HIPOCRISIA, FAKE NEWS E A NECESSIDADE DE REGULAMENTAÇÃO



Já tem um tempo em que Mark Zuckerberg, CEO da Meta (empresa-mãe do Facebook, Instagram e WhatsApp), tem se posicionado de forma cada vez mais controversa em relação às leis de regulamentação de plataformas digitais. 

Em uma de suas declarações mais recentes, ele criticou duramente a imposição de regras para as redes sociais em países europeus e insinuou a existência de “tribunais secretos” na América Latina; para piorar, ainda anunciou o fim dos "fact checkers" no Facebook - uma medida que não foi anunciada para outras plataformas de sua empresa - o que levanta sérias preocupações, afinal, os "fact checkers" (verificadores de fatos) desempenharam um papel crucial na identificação e combate à desinformação, especialmente durante momentos críticos como eleições e crises sanitárias; a decisão de descontinuar esse trabalho mina a credibilidade da plataforma e deixa os usuários mais expostos a notícias falsas e teorias conspiratórias. 

A importância desse serviço não pode ser subestimada, considerando os perigos reais de desinformação desenfreada, como o aumento de tensões sociais, prejuízos à saúde pública e manipulação de processos democráticos!

E sim, as falas de Zuckerberg, estão repletas de contradições, erros lógicos e um claro viés de autoproteção corporativa, ignorando os impactos sociais negativos de suas decisões, o que me trouxe a este texto, com o qual espero contribuir para uma reflexão mais aprofundada e bastante séria sobre o tema.

TRIBUNAIS SECRETOS OU CORTINA DE FUMAÇA?

A referência de Zuckerberg a “tribunais secretos” na América Latina, a meu ver, parece uma tentativa de desviar a atenção da responsabilidade de sua própria empresa em relatar abusos e colaborar com investigações judiciais... Registre-se que - pelo menos no Brasil - inexistem os tais "tribunais secretos" e tudo é feito às claras e diversas decisões contra a Meta ou mesmo ao "Xuíter" de Elon Musk, seguiram as leis do país à risca, obrigando essas empresas a atuar em nosso país sob as mesmas leis que todas as empresas estrangeiras em nosso território, ponto. E sim, as grandes plataformas digitais, incluindo o Facebook e suas subsidiárias como o WhatsApp, têm sido alvo de polêmicas no Brasil devido à sua postura em relação ao fornecimento de dados para investigações criminais; embora a privacidade dos usuários seja um direito essencial, a recusa em atender a ordens judiciais para investigações de crimes graves levanta preocupações sobre o papel dessas empresas na segurança pública. Por exemplo: um caso relevante ocorreu em 2020, quando o Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1) multou o Facebook em R$ 10 mil por dia por não fornecer dados solicitados pela Justiça Federal de Vilhena, Rondônia; o caso envolvia uma investigação sobre tráfico de drogas e a empresa alegou que os dados estavam sob jurisdição dos EUA, sugerindo que os pedidos deveriam seguir protocolos internacionais; contudo, o tribunal destacou que - por operar no Brasil - o Facebook tem obrigação de cumprir ordens judiciais locais. Houve também um caso em 2013, quando a 1ª Seção do Tribunal Regional Federal da 3ª Região determinou que o Facebook viabilizasse a interceptação (em tempo real) de um perfil relacionado a crimes como formação de quadrilha e lavagem de dinheiro; a empresa foi multada por descumprir a ordem e enfrentou a ameaça de bloqueio de suas operações no país.

O WhatsApp - também parte do conglomerado Meta - enfrentou diversos bloqueios no Brasil devido à sua recusa em fornecer dados para investigações... Em 2015, o aplicativo foi bloqueado por 48 horas após ignorar uma ordem judicial em uma investigação sobre roubo a bancos e em 2016, foi novamente bloqueado por não colaborar em investigações de atividades de facções criminosas. Na época, a empresa justificou sua postura citando a impossibilidade técnica de quebrar a criptografia de ponta a ponta implementada no serviço.

A recusa dessas plataformas em atender ordens judiciais tem - sim - consequências graves, como por exemplo:

  1. Prejuízo às Investigações: A falta de acesso a informações pode comprometer investigações de crimes como pedofilia, tráfico de drogas e ataques violentos, colocando vidas em risco.

  2. Desafios Jurídicos: As alegações de jurisdição estrangeira e limitações técnicas, como a criptografia, criam impasses que dificultam a aplicação da lei.

  3. Falta de Transparência: A resistência em colaborar com autoridades alimenta preocupações sobre a falta de responsabilidade dessas empresas em contextos críticos.

E a quem interessa prejudicar investigações? A quem interessa dificultar a aplicação da lei? Pense nisso.

Voltando, esses casos reforçam a necessidade de regulamentar as plataformas digitais para equilibrar a privacidade dos usuários com a segurança pública; lembrando que o objetivo não é comprometer direitos fundamentais, mas garantir que as empresas colaborem efetivamente em investigações criminais quando necessário. Além disso, regulamentações claras podem prevenir abusos e promover maior transparência no relacionamento entre governos, plataformas e sociedade civil. 

Obviamente, o debate é essencial para proteger tanto os direitos individuais quanto o bem-estar coletivo na era digital.

REGULAMENTAÇÃO NÃO É CENSURA!

Na Europa, países como Alemanha e França implementaram leis rigorosas para responsabilizar as plataformas digitais por conteúdos prejudiciais, ponto. A Lei de Moderação de Redes Sociais da Alemanha, por exemplo, exige que empresas removam conteúdos ilegais em até 24 horas, sob pena de multas significativas; essas medidas têm como objetivo combater o discurso de ódio, a desinformação e a incitação à violência, problemas (a meu ver, crimes) que se proliferam nas redes sociais, muitas vezes com consequências graves para indivíduos e para toda a sociedade. Registre-se: Mark Zuckerberg, frequentemente critica essas leis, alegando que representam um ataque à Liberdade de Expressão e, em alguns casos, uma forma de censura; contudo, essa visão é deliberadamente e equivocada. Regulamentações como essas não configuram censura, mas sim mecanismos essenciais para equilibrar direitos individuais e coletivos, protegendo as democracias das ameaças digitais.

É preciso observar que gritar “censura” tornou-se uma das principais bandeiras da extrema-direita no Brasil e no mundo; sempre que figuras ou grupos dessa ideologia violam leis - seja incitando o ódio, promovendo desinformação ou cometendo crimes contra a honra - imediatamente apelam para o vitimismo e tem chiliques enquanto reclamam de uma suposta perseguição ideológica. Essa estratégia não é nova, mas ganhou corações e mentes tanto no Brasil quanto em todo o mundo. E exemplos não faltam! Nos EUA - após ser banido do Twitter por incitação à violência no episódio da invasão ao Capitólio - Donald Trump se autoproclamou perseguido pelas “Big Techs” e lançou sua própria rede social (a Truth Social), para propagar suas ideias sem restrições. No Brasil, influenciadores alinhados à extrema-direita constantemente desrespeitam o código penal do nosso país ou promovem fake news e - ao serem punidos - recorrem ao discurso de que estão sendo “silenciados” por forças contrárias à liberdade de expressão. Essa narrativa (palavra que a extrema-direita), no entanto, ignora um ponto fundamental: liberdade de expressão NÃO é liberdade para disseminar mentiras, incitar ódio ou cometer crimes! Assim como qualquer outro direito, ela vem acompanhada de responsabilidades e limites que garantem a convivência democrática; as regulamentações que hoje enfrentam resistência por parte de líderes e grupos extremistas são - na verdade - ferramentas indispensáveis para a preservação da verdade, da justiça, das sociedades e da própria Democracia.

TIKTOK: ESPELHO DE CONTRADIÇÕES

Nos Estados Unidos, o TikTok enfrentou forte pressão - tanto durante o governo Trump quanto no governo Biden - sob alegações de que a plataforma representava um risco à Segurança Nacional devido às suas conexões com a China...

Em 2020, durante a presidência de Trump, o aplicativo foi alvo de sanções e ameaças de banimento e Trump buscou desviar o controle da plataforma para empresas norte-americanas como a Oracle e o Walmart, sob o pretexto de aumentar a transparência e a segurança. Esse movimento coincidiu com o impacto político causado pelos "tiktokers", que - na época - organizaram campanhas online que frustraram eventos de Trump, como o comício em Tulsa, em junho de 2020, amplificando sua antipatia pela plataforma. Curiosamente, o tom mudou recentemente; apesar das tentativas anteriores de banir o TikTok, Trump parece ter percebido o potencial da plataforma para alcançar públicos amplos, tornando-a uma ferramenta valiosa para disseminar suas mensagens, inclusive as controversas e frequentemente questionadas por verificadores de fatos. Essa mudança de postura sugere um interesse oportunista, alinhado à sua estratégia de comunicação, que sempre priorizou plataformas capazes de amplificar suas narrativas.

No governo Biden, a pressão sobre o TikTok persistiu, mas de maneira mais institucional, com investigações e exigências de maior transparência em relação à gestão de dados; a administração Biden não implementou um banimento, mas continuou questionando as práticas da plataforma, reforçando a necessidade de salvaguardas para proteger os dados dos usuários americanos e o que fica muito claro com o "Caso Tik Tok", é uma dinâmica interessante: enquanto Zuckerberg critica regulações e leis que afetam a "liberdade" do Facebook, ele parece não demonstrar a mesma preocupação quando elas atingem seus concorrentes! E, óbvio, essa postura levanta questões sobre o real compromisso das Big Techs com transparência e segurança, destacando ainda mais a necessidade de regulamentações globais para o setor.

A MONETIZAÇÃO DO ÓDIO

Com a ascensão das redes sociais, a disseminação de fake news e discursos de ódio tornou-se um fenômeno global, impactando profundamente as sociedades; plataformas como Facebook, Instagram e WhatsApp (todas pertencentes à Meta), têm sido apontadas como canais centrais para a circulação desenfreada de desinformação; inclusive, um estudo de 2021 revelou que o Facebook foi a principal ferramenta para a disseminação de notícias falsas durante a eleição presidencial brasileira de 2018, com impactos diretos na formação da opinião pública. Perfis falsos e grupos privados inundaram a plataforma com informações manipuladas - ou simplesmente mentirosas - explorando medos e preconceitos para influenciar votos. Mas registre-ser, esse cenário não é exclusivo do Brasil, por exemplo: nos Estados Unidos, o Facebook desempenhou um papel crucial na organização de grupos que promoveram a invasão do Capitólio em 6 de janeiro de 2021, um evento que abalou a democracia norte-americana e de maneira semelhante, no Brasil, as redes sociais foram fundamentais para articular os ataques antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023, quando ensandecidos extremistas delirantes de Direita, invadiram as sedes dos Três Poderes em Brasília.

Esses episódios não são apenas fruto do acaso ou da irresponsabilidade de alguns usuários, mas sim, parte de um sistema que monetiza o ódio! Essa monetização funciona por meio de algoritmos que priorizam conteúdos sensacionalistas e polarizadores, uma vez que esses geram mais engajamento; logo, comentários, curtidas e compartilhamentos são transformados em métricas de sucesso, convertendo-se em receita publicitária, ou seja, quanto mais divisiva for a postagem, maior o alcance e o retorno financeiro para as plataformas! Claro, a questão mais importante e comumente ignorada tem a ver com moral e ética dessa prática, a meu ver, devastadora; afinal, permitir que a disseminação de ódio e desinformação se torne uma estratégia de lucro é transformar o sofrimento humano em mercadoria! A busca pelo engajamento a qualquer custo ignora os danos sociais que resultam dessa lógica: a polarização política, o enfraquecimento das Democracias, a violência física e simbólica contra minorias e a radicalização de indivíduos. Enfim, sob o prisma da moralidade, a monetização do ódio é uma traição aos valores fundamentais de convivência e respeito mútuo. Trata-se de um sistema que privilegia o lucro em detrimento da dignidade humana, mostrando um total descompromisso com a ética e a responsabilidade social.

A responsabilidade das grandes corporações tecnológicas vai além da negligência; elas se tornaram cúmplices na amplificação do caos. Em vez de serem neutras, como frequentemente alegam, suas escolhas - intrinsecamente ligadas ao desejo de maximizar lucros - moldam diretamente o comportamento social... Portanto o lucro é manchado pelo sofrimento coletivo. Pois bem, é essencial - e imprescindível - que governos, sociedade civil e os próprios usuários exijam mais transparência, regulamentação e responsabilidade dessas plataformas, pois não se trata apenas de interromper um modelo de negócios; trata-se de reestabelecer a moralidade no espaço digital. 

O ódio não pode continuar a ser uma mercadoria lucrativa, pelo bem das Democracias, das comunidades e, acima de tudo, da humanidade.

POR QUE É URGENTE A REGULAMENTAÇÃO DAS PLATAFORMAS?

A resistência de Zuckerberg à regulamentação é, sem a menor sombra de dúvida, um reflexo da essência mais sombria do capitalismo digital; afinal, quanto menos regras, mais dinheiro no bolso e, não, não estamos falando de trocados, troco de pinga... Estamos falando de bilhões e bilhões de dólares, de um império fundado sobre a manipulação das emoções humanas, da alienação do pensamento crítico e da polarização das sociedades, ponto!

As plataformas digitais, que deveriam ser um espaço para troca de ideias e aprendizado, tornam-se máquinas de destruição social, movidas pela insaciável busca por cliques, likes e compartilhamentos; onde o que importa não é a verdade, nem a qualidade da informação; o que importa é o engajamento, mesmo que ele seja alimentado por mentiras escandalosas, teorias conspiratórias ou discursos de ódio... Portanto, sem regulamentação, essas plataformas continuarão a priorizar algoritmos que amplificam o que há de pior em nós: o medo, o ódio, a divisão... E o debate saudável? Isso é um luxo, simples assim... A ideia de um espaço onde a razão predomine sobre as emoções baratas é - já - uma utopia distante. O que vemos, em vez disso, são sociedades desintegradas, manipuladas por narrativas falsas e destrutivas, sem a menor consideração pelos danos colaterais que causam às comunidades e à própria Democracia. Logo, regulamentar não é apenas uma questão de controle; é uma questão de responsabilidade. As empresas não podem mais operar à margem da sociedade, impunes aos danos que causam. Precisamos de uma regulação que exija transparência, que obrigue essas corporações a lidar com os efeitos devastadores de suas plataformas. Assim, que dados de criminosos sejam acessíveis para investigações, para que possamos, finalmente, desmantelar a rede de desinformação que alimenta o caos; para que os discursos de ódio sejam combatidos, antes que a violência se torne a norma; que as fake news, essas assassinas invisíveis, sejam extintas, antes que destrua o que resta de nossa capacidade de confiar uns nos outros.

A verdadeira pergunta é: o que é mais perigoso? Uma sociedade sem regulação, onde os monstros do capitalismo digital governam... Ou uma sociedade que finalmente decide enfrentar a verdade e exigir responsabilidade de quem lucra com a desinformação e a destruição?

Alea jact est.





















O TEATRO DO ÓDIO

Dizem que, em algum ponto não registrado nos mapas oficiais, o Brasil deixou de ser apenas um país e passou a ser também um espelho quebrado...