quarta-feira, 2 de abril de 2025

SAÚDE PÚBLICA URGENTE!

BOLSONARISMO, O CRACK IDEOLÓGICO

UM CHAMADO À COMPREENSÃO E À CURA

 


Vivemos tempos em que a verdade - por mais clara que seja - muitas vezes se perde num emaranhado de emoções e crenças cruelmente cristalizadas... A Psicologia nos ensina sobre a Dissonância Cognitiva, uma triste condição de sofrimento interno que surge quando fatos incontestáveis desafiam nossas convicções mais profundas e - diante dessa dor - muitos preferem fechar os olhos, negar a realidade e se agarrar ainda mais às ilusões que tanto os confortam... Mas quando esse fenômeno atinge uma coletividade, transforma-se em Dissonância Cognitiva Coletiva, uma doença da alma que paralisa o discernimento e corrói a empatia.

No Brasil, muitos de nossos irmãos e irmãs (mergulhados em um fluxo incessante de desinformação, principalmente via WhatsApp) perderam-se em labirintos de desconfiança e medo; e não, não são monstros, não são vilões... São pessoas comuns, feridas, solitárias, muitas vezes sem esperança, ressentidas e que precisam de ajuda, não de gozações, ofensas ou desprezo.

Imagine o bolsonarismo como uma epidemia silenciosa, um vício devastador que destrói corações e mentes... O "mito" (com suas mentiras, falta de bons modos, sem educação e com muita arrogância) é o crack: um entorpecente que seduz, corrompe e arrasta suas vítimas para uma degradação crescente e visível.... Os bolsonaristas são como crackudos da mentira, dependentes de uma droga que não apenas os aliena, mas os transforma em propagadores de sua própria ignorância (da qual sentem orgulho genuíno: "não li, nem lerei!" é grito de guerra); a cada fake news que compartilham, a cada discurso de ódio que vociferam, estão apenas buscando a próxima dose! Um alívio momentâneo para uma dor que nem sequer compreendem...

Assim como um dependente químico, o bolsonarista vive em uma realidade distorcida, onde a verdade lhe causa sofrimento e a ilusão é seu único refúgio... Eles se alimentam de manchetes sem ler o conteúdo, repetem frases feitas sem entender o significado e reagem com fúria a qualquer tentativa de resgate; sim, eles gritam, xingam, chamam a todos de "jumentos" e - se pudessem - certamente já teriam tirado a vida de muitos... E isso é - na verdade - triste, profundamente triste. Tratam-se de almas aprisionadas que já não conseguem enxergar o mundo com clareza, que se aferram ao ódio porque esse ódio é tudo o que lhes resta. Esse ódio é o que os faz sentirem-se vivos e relevantes. E não pense que apenas os desamparados caíram nessa armadilha, pois muitos que tiveram acesso a boas escolas também se tornaram prisioneiros dessa ilusão; afinal, o analfabetismo funcional no Brasil é avassaladoramente brutal! São pessoas que leem, mas não compreendem; que escutam, mas não ouvem... Todos presos em uma bolha onde se sentem informados quando - na verdade - estão mais perdidos do que nunca, com mais ódio do que nunca e o mais doloroso é que não são capazes de se enxergar, seja em falas, seja em atitudes, não percebem o próprio sofrimento e vivem angustiados, reativos, agressivos, sempre à beira de uma explosão, porque no fundo sabem que algo está errado, mas têm medo de encarar a realidade.

O bolsonarismo e a Dissonância Cognitiva Coletiva são problemas graves de Saúde Pública e um país não pode prosperar enquanto milhões vivem sob uma cegueira fabricada, onde a própria realidade se torna irreconhecível.

Mas como tratar essa doença social? Com educação, sim, mas também com estratégias psicológicas para desarmar essas defesas tão entranhadas; se não reconhecermos o bolsonarismo como um transtorno coletivo, continuaremos perdendo vidas para a ignorância, o fanatismo e o ódio.

Ninguém se livra de um vício da noite para o dia, ponto. Logo, o processo da cura exige compreensão, exige insistência; eles não precisam de mais ódio, pois já estão sufocados por ele... Mas precisam - sim - de alguém que os olhe nos olhos e os enxergue como são: almas doentes, mas recuperáveis. É preciso escutar, não apenas rebater, pois - muitas vezes - por trás do discurso inflamado, dos perdigotos de raiva, há uma solidão imensa, um medo paralisante, um desejo desesperado de pertencimento.

Precisamos plantar dúvidas nas crenças dessas pessoas, porém, com gentileza, uma vez que ninguém abandona sua droga de escolha por imposição... Mas quem sabe uma pergunta bem-feita, colocada no momento certo, pode ser o primeiro passo para quebrar essa armadura:

"Por que você acredita nisso?" "Se isso fosse mentira, como você descobriria?" "Já parou para pensar em quantas vezes já mudaram a versão da história que você defende?" "Você não confia em políticos, então por que confia cegamente apenas nesse?" "Você tem certeza que não está sendo usado para que outros fiquem mais ricos e poderosos?"

É preciso mostrar que há outra maneira de viver... Um dependente só aceita ajuda quando vê que existe uma alternativa real, um caminho possível... A verdade pode ser dura, mas é infinitamente melhor do que a mentira confortável que os aprisiona.

Sim, muitos resistirão. Sim, alguns - talvez - jamais abrirão os olhos, mas cada um que se liberta dessa névoa mental é uma vitória para todos nós, é uma vitória da sociedade. O caminho é longo, e a tentação de revidar com desprezo é grande. Mas o Brasil não se cura com mais divisão, e sim com empatia, educação e persistência.

Se você tem bolsonaristas na sua família, saiba que entendo sua dor e espero que sinta-se abraçado. Também espero que saiba que orando por você, para que tenha forças nessa luta para romper esse vício maldito e degradante. 

Resgate familiares e amigos. 

Resgate o Brasil.


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