quarta-feira, 19 de fevereiro de 2025

CHORADEIRA NO PASTO


Senhoras e Senhores, admirável público!! O circo está armado e o espetáculo promete ser digno de um Oscar da tragicomédia!

Jair Bolsonaro, o eterno "mito" que nunca leu um livro, mas adora citar um mesmo versículo da Bíblia (quando convém), está finalmente prestes a enfrentar a Música... E não, não é o Hino Nacional tocado em loop no celular; desta vez, será a Sinfonia da Justiça, regida pelo Maestro Alexandre de Moraes - o Xandão - o homem que Bolsonazi e seu "gado" transformaram no vilão de um filme que só eles assistem.

Como sabem, o indiciamento do ex-"presidente" está rolando e o STF, aquele mesmo que ele e o gado tanto xingaram, ameaçaram e até defecaram (literalmente, porque sim, gado não tem limites), agora será o palco do seu julgamento... E adivinhem só? O relator será justamente o Inimigo Número 1 dos neo-fascistas bolsolóides/bolsonóias, o Ministro que eles tanto odeiam porque não se curva ao delírio autoritário deles. Ah, a ironia... Bolsonazi, que passou anos atacando o STF, agora depende dele para não morrer na cadeia... E o melhor? Não há para onde correr! O STF é a última instância, logo, a menos que ele peça anistia ao "ladrão" Lula (sim, aquele que nunca conseguiram dizer o que roubou), ele terá que ver o sol nascer quadrado.

Mas hoje eu quero falar o verdadeiro - e triste e cômico ao mesmo tempo - espetáculo: o "gado"; esses seres mitológicos, que vivem em um universo paralelo (ops, num "Brasil Paralelo") onde fatos são opcionais e a realidade é uma conspiração comunista... Pois bem, o gado está alucinado, xingando, mentindo, e repetindo o mantra "Lula ladrão" como se fosse um feitiço (o qual se for dito mil vezes, se tornará verdade); então, só que tem um 'probreminha', um 'pobreminha' chato, que é não ser minimamente capaz de dizer o que Lula teria roubado (desconfio que o "ladrão" - na verdade - roubou-lhes o coração). É tipo aquela história do monstro debaixo da cama: todo mundo tem medo, mas ninguém nunca viu. Melhor, é o monstrão do Comunismo debaixo da cama dessa turminha dodói da cabeça. Como se sabe, o gado é avesso à verdade, assim como Drácula e alho não se entendem; dão ouvidos a qualquer "influenciador" de extrema-direita que aparece nas redes sociais, pagando superchats e PIX como se fossem oferendas a um deus ex-machina que xinga, mente e baba de ódio como eles. E - claro - o gado odeia qualquer um que não entre na dança da ignorância... Se você mostra dados, fatos ou qualquer coisa que exija um mínimo de reflexão, você é automaticamente um "jumento", um "burro", ou qualquer outro xingamento que eles aprenderam no grupo de WhatsApp da família, entre os preferidos está "comunista!" Enfim, o gado é como aquela criança birrenta e escandalosa (aliás, nada mais escandaloso que "hétero" defendendo o "mito"), mas com muito ódio e sem aquela educação que vem de pai e mãe.

E não podemos deixar de lembrar "doidinhos de porta de quartel"! Esses aí são a cereja do bolo; acamparam diante do quartel, pedindo Golpe de Estado ("ain, é Intervenção Militar Constitucional", como até hoje acreditam e se envergonham diante de quem não é analfabeto funcional como eles), volta do AI-5 como se fossem torcedores em um jogo de futebol; só que - em vez de camisas dos times do coração e alegria, tinham a camisa da "proba" CBF e o baixo astral típico da turma que ficou sem bingo; mas todos com uma fé inabalável no "mito", que acreditam ser uma alma pura, um ser-humano iluminado, um estrategista! Pois bem, o gado é a prova viva de que a democracia é um conceito frágil, especialmente quando confrontada com a estupidez humana. Por falar nisso, tivemos até a patética cena de um casamento diante do quartel! É, se tudo acabar bem como está acabando para o "mito", esse casório não vai longe não. Deveriam se benzer, se confessar e pagar penitência pra se livrarem da nháca fascistóide.

Mas agora o "gado" está desesperado! O grito de "impeachment já" mudou para "fora Lula 2026"! Parece que alguém percebeu que xingar o STF e o Lula ao mesmo tempo pode não ser a melhor estratégia para salvar o "mito" da cadeia e - convenhamos - é difícil levar a sério um grupo que acha que a solução para todos os problemas é gritar mais alto, mais histericamente, xingar e repetir mentiras na esperança de virarem verdades (dignas de um Brasil Paralerdos)... Que situação.

Enfim, o espetáculo está apenas começando; Bozonazi pode até tentar se esconder atrás de bravatas e fanáticos, mas a Justiça está chegando e - desta vez - não há golpe, fake news ou cocô em mesa de Ministro que vá salvá-lo; portanto gado, prepare-se para o choro e o ranger de dentes, aliás, podem começar com o mimimi.

E é lógico, o "mito" está prestes a descobrir que, no fim das contas, a piada sempre foi ele e como ele, de extremo mau-gôsto.

UH, VAI SER PRESO! E, pelo visto, vai ser por um bom tempo. A menos, é claro, que ele peça ajuda ao "ladrão" Lula. Aí sim, a ironia estará completa.

terça-feira, 18 de fevereiro de 2025

A CARTA, O POVO, A LUTA

 


Para abrir este texto, devemos deixar um fato às claras: a carta de Kakay ao Presidente Lula não é apenas um texto, mas sim, um espelho que reflete a complexidade de um momento histórico, a fragilidade da Democracia e a grandeza de um homem que - mais do que qualquer outro - personifica a luta da Classe Trabalhadora brasileira... E é - ao mesmo tempo - um alerta, um grito de consciência em meio ao barulho ensurdecedor da extrema-direita, da grande mídia e de uma elite que (cega pelos próprios privilégios), torce pelo fracasso de um projeto que devolveu a dignidade a milhões de brasileiros, ponto. Antes de seguirmos em frente, quem afinal é "Kakay"?! Pois bem, Kakay é o apelido de Antônio Carlos de Almeida Castro, um dos mais renomados Advogados Criminalistas do país; ele é conhecido por defender figuras públicas e políticos em casos de grande repercussão, tem um perfil influente e costuma se posicionar publicamente sobre temas políticos e jurídicos, sempre com em tom crítico e reflexivo. Trata-se de ferrenho defensor da Democracia e do Estado de Direito e, por isso mesmo, sua carta ao Presidente Lula ganhou bastante destaque, já que traz críticas construtivas e reflexões instigantes sobre o cenário político atual.

Kakay, com a lucidez de quem conhece os meandros do poder, não poupa críticas ao governo atual, fala de um Lula isolado, distante da política que sempre o definiu e (infelizmente) cercado por vozes que talvez não ousem dizer o que precisa ser dito; contudo - ao mesmo tempo - reconhece o que a oposição e a mídia se recusam a admitir: Lula é, e sempre será, o maior Estadista que este país já produziu e sua vitória sobre Bolsonaro não foi apenas uma vitória eleitoral; foi o triunfo da Democracia sobre o fascismo, da esperança sobre o ódio, da vida sobre a morte! E é aqui é aqui que a carta de Kakay se transforma em um manifesto; pois - ao expor as fragilidades do presente - ela nos lembra do que está em jogo: a extrema-direita, derrotada nas urnas, não desapareceu, ela se reorganiza, alimentada por uma mídia que prefere o espetáculo à Verdade, por um mercado que vê o próprio povo como mero consumidor e por uma elite que nunca aceitou ver um operário no Palácio do Planalto. Eles não desistem! Eles não descansam! E torcem pelo fracasso de Lula porque sabem que ele representa tudo o que eles mais temem: a ascensão de um povo que não se contenta mais com migalhas.

Mas não! Não nos enganemos! A narrativa de que o Brasil está em ruínas é uma mentira tão grosseira quanto perversa,registre-se! Enquanto a extrema-direita e seus aliados midiáticos propagam o caos, os números mostram uma realidade diferente: a economia cresce, o desemprego cai e os Programas Sociais voltam a alimentar quem foi abandonado pelos governos Temer e Bolsonaro; sim, o que eles chamam de "ruína" é na verdade, o som de corações voltando a bater, de famílias voltando a sonhar, de um país que insiste em renascer das trevas às quais foram lançados a partir da campanha à reeleição da ex-Presidenta Dilma Rousseff.

E não deixemos passar desapercebido que Kakay - sim - nos lembra que Lula, mesmo em seu isolamento, é um Gigante; um homem que sobreviveu à prisão política, à perseguição judicial, ao ódio de uma elite que nunca o perdoou por ser quem é... E é justamente essa grandeza que a extrema-direita tenta apagar; porque sabem que Lula não é apenas um Presidente; ele é um símbolo! Um símbolo de que é possível vencer, de que a Justiça Social não é uma utopia e - principalmente - de que o povo sabe e pode (sim), governar. Entretanto, a carta de Kakay também é puxada de orelha no povo brasileiro: Lula não pode carregar sozinho o peso dessa luta; ele precisa do povo; precisa daqueles que, como ele, acreditam que um outro Brasil é possível. Precisa da classe trabalhadora, que não pode se deixar enganar pelas mentiras da oposição, pela manipulação da mídia, pelo canto histérico da sereia da extrema-direita, a qual nunca teve compromisso com o povo!

Aos que torcem pelo "abandono" de Lula, digo: cuidado! O que está em jogo não é apenas o futuro de um governo, mas a alma de um país; afinal, a extrema-direita não quer apenas derrotar Lula; ela quer destruir tudo o que ele representa, quer apagar a memória de que - um dia - o Brasil foi um farol de esperança para o mundo e vive de tentar nos convencer de que a luta não vale a pena, de que a resistência é inútil, de que o povo nunca será capaz de governar.

Mas nós sabemos a verdade! Sabemos que Lula, mesmo em suas fragilidades, é maior do que todos eles; sabemos que a classe trabalhadora, quando unida, é invencível e sabemos que, no fim, a História não será escrita pelos que lutam contra o povo, mas pelos que lutam pelo povo, com o povo!

Portanto, espero - de coração - que a carta de Kakay nos inspire! Que ela nos lembre de que a luta continua, de que o futuro ainda está por ser escrito e de que, enquanto houver um único brasileiro disposto a sonhar, haverá esperança; lula pode estar isolado, mas ele não está sozinho. Ele tem o povo! E o povo, quando acorda, é imbatível... Pois então, fica o recado: à extrema-direita, à grande mídia, ao mercado e a todos os que torcem contra Lula, digo: não subestimem a força de um povo que aprendeu a lutar. Não subestimem a grandeza de um homem que já provou, mais de uma vez, que é capaz de renascer das cinzas, como uma Fênix da Força Popular e Esperança! Aliás, acima de tudo - jamais subestimem o poder da esperança. Porque, no fim, ela vencerá!


 

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2025

O CRIPTOFIASCO DE MILEI


O escândalo que envolveu o presidente argentino - Javier Milei - e sua promoção irresponsável da criptomoeda $LIBRA não apenas expõe as falhas de seu governo, mas também revela uma dura realidade sobre as falsas promessas de mudança, comuns entre os chamados políticos “outsiders”, que de "outsiders" não tem nada, pois o que fazem é recuperar e fortalecer estruturas de opressão contra a classe trabalhadora no geral. Tais políticos e movimentos, não passam de uma espécie de "botão de pânico" para o capitalismo; a situação deu uma 'apertadinha' (para o andar de cima, uma 'apertadinha' não quer dizer o mesmo que para nós pobres mortais, registre-se).

A sequência de eventos que levou Milei aos círculos infernais de Dante, é uma triste demonstração de como aventureiros no poder podem prejudicar um país, manipulando discursos vazios e irresponsáveis, cujas consequências, invariavelmente, são devastadoras para a população.

O primeiro capítulo dessa história começou no dia 15 de fevereiro, quando Milei - aproveitando sua visibilidade como Presidente - publicou um post em suas redes sociais endossando a criptomoeda $LIBRA... Com uma linguagem que beirava o encantamento, ele sugeriu que seus seguidores vissem na moeda digital uma oportunidade de investimento irrecusável, atraindo milhares de pessoas desinformadas para um esquema arriscado e em poucos dias, o valor da $LIBRA disparou, levando os investidores a acreditarem que estavam diante de uma verdadeira revolução financeira. Porém, essa ascensão foi tão breve quanto ilusória; horas depois, o mercado sofreu um colapso brutal, com o valor da criptomoeda caindo vertiginosamente e o que se viu foi um golpe direto contra os mais vulneráveis, que haviam sido atraídos pelo “outsider” Milei, acreditando na promessa de um futuro financeiro diferente... Mas o escândalo não parou por aí; afinal, o buraco financeiro gerado pelas perdas foi estimado em mais de 4 bilhões de dólares, afetando mais de 40.000 pessoas, muitas das quais eram cidadãos comuns, atraídos pela esperança de uma promessa de mudança. A velocidade com que o esquema desmoronou fez com que os termômetros políticos subissem, colocando Milei no centro de uma tempestade política de grandes proporções. Nos dias seguintes, a oposição não hesitou em denunciar Milei por "associação ilícita" e "estafa", com acusações graves de que ele havia usado sua posição presidencial para inflar artificialmente o valor da $LIBRA, permitindo que investidores de grande porte retirassem seus fundos antes do colapso. A repercussão foi mundial, com investigações e acusações sendo feitas também fora da Argentina, principalmente nos Estados Unidos. O caso foi amplamente qualificado como um “rug pull” (puxada de tapete), uma fraude que envolve o criador de uma criptomoeda ou investimento retirando seu apoio e deixando os investidores no prejuízo.

Contudo, a irresponsabilidade de Milei não se limitou ao endosse da criptomoeda, mas também à forma como ele tentou minimizar a gravidade da situação; afinal, em suas declarações ele tentou se isentar da culpa, alegando que não tinha conhecimento de todos os detalhes do projeto $LIBRA; o problema é que - ao tomar uma posição tão pública e incisiva - ele deveria, ao menos, ter a responsabilidade de compreender a envergadura do que estava promovendo; logo, sua falta de cautela e compreensão das consequências de suas ações refletiu uma característica recorrente entre políticos com discursos de “mudança” e “anti-sistema”: a irresponsabilidade.

Certamente, este "Criptofiasco" se tornará - ou deveria tornar-se - um símbolo do risco de eleger aventureiros para cargos de poder; pessoas com egos e discursos inflamados, vazios (mas cheios de ódio), que prometem revolução, mas que, na prática, são extremamente vulneráveis a manipulações e falhas de julgamento. 

Javier Milei se dizia um “outsider”, um homem livre do sistema corrupto, alguém que falaria diretamente ao povo e resolveria os problemas sem os filtros da política tradicional; no entanto, sua ascensão mostrou que esses chamados "outsiders" muitas vezes representam ainda mais o sistema do que imaginamos; seus discursos radicais e simplistas, impregnados de autoritarismo, mascaram o real perigo de um governo sem visão, sem preparo, sem responsabilidade. Entretanto, a verdadeira natureza de Milei foi revelada e ela não é a de um Defensor da Liberdade ou de uma nova política, mas a de um homem que utilizou seu poder e sua popularidade para enganar a população, apresentando-se como alguém fora do "establishment", quando na verdade ele apenas representa uma versão distorcida e destrutiva dele; ou seja, o que vemos em Milei é um reflexo de um fenômeno mais amplo: o surgimento de políticos que, sem uma base sólida de experiência ou uma compreensão real dos problemas que enfrentam, oferecem soluções superficiais, atraentes (e perigosas) para problemas graves e complexos. A irresponsabilidade de Milei é a face visível de um problema maior: o risco de eleger pessoas que, com discursos de ódio, violência e autoritarismo, têm a capacidade de destruir o tecido social de um país; seus seguidores, movidos pela revolta contra a política tradicional, acabaram caindo em um grande golpe e enquanto Milei tenta se escudar em desculpas e justificativas, o povo argentino sofre as consequências de sua falta de visão.

Este “Criptofiasco” é um alerta para a sociedade: a busca por soluções fáceis e rápidas pode ter consequências devastadoras; pois o que fica claro, é que não se trata apenas de uma fraude financeira, mas - sim - de uma fraude política!

A verdadeira mudança não vem de discursos vazios, mas da construção de uma política responsável e comprometida com os cidadãos. A história de Milei é um exemplo claro de que, por mais atraente que seja o discurso de um político “outsider”, sem responsabilidade, preparação e compromisso com a verdade, o resultado pode ser desastroso.

Milei - elevado ao cargo de herói por grande parte da nossa mídia (e pelos 'patriotas' apoiadores de Bozonazi) - está por um fio, mas o que ele representa é uma lição que não pode ser esquecida. E fica o questionamento: um Presidente deve ou não ser implicado em fraude ao servir de garoto-propaganda, valendo-se de sua posição para prejudicar - por conta da sua irresponsabilidade - a população? E, apurada sua responsabilidade, deve ou não pagar pelo 'erro'?

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2025

A ÉTICA... AH, A ÉTICA

Pindamonhangaba... Ah, minha bela, minha encantadora "Princesa do Norte"; onde o tempo parece ter parado em algum ponto entre a Guerra Fria e o surgimento do WhatsApp... Aqui, o anticomunismo solta às rédeas favorecendo o galope, lado a lado com o temor dos famigerados e doutrinantes "Kit Gay" e "Mamadeira de Piroca"... E - é claro - onde a saudade do "mito" ainda ecoa na esquina das redes sociais, como um samba de uma nota só...

Pois bem, nesse cenário (infelizmente) não surpreende que o novo prefeito, filiado ao PL, tenha vencido as eleições com um discurso que parece ter sido extraído diretamente de um grupo de família no WhatsApp, com direito à presença da ex-"terceira" dama em um comício (o que me lembrou de um antigo comercial "Imagem não é nada, sede é tudo" - se não me engano era da Sprite)... E - como era de se esperar - sua primeira nomeação polêmica já está dando o que falar pela cidade; é que o escolhido para a Secretaria de Mobilidade e Trânsito, José Vidal de Souza França Filho (nada pessoal, pois nem o conheço, porém fatos saltaram aos olhos e resolvi compartilhar minha inquietude); então, qual seria o currículo desse ilustre nomeado? Algo relacionado a Engenharia Civil, Urbanismo ou Transporte? Bem, quase isso. Vamos analisar:

Graduado em Educação Física pela faculdade da Polícia Militar, com pós em Fisiologia do Exercício; ótimo para preparar corredores, talvez? Quem sabe para uma maratona entre os semáforos da cidade? Continuando, cursos de Segurança até dizer chega, por exemplo: Tiro Defensivo, Segurança Dignitária em Israel (para desviar de críticas, talvez?), Controle de Distúrbio Civil e Gerenciamento de Crise; quase um personagem de filme de ação! Faixa preta de Judô 3º dan, porque, afinal, nada como um bom ippon para resolver um engarrafamento, certo? Se fosse de Karatê, eu diria tratar-se do Chuck Norris, aquele que apostou com o Superman que quem perdesse o embate entre eles, usaria a cueca por cima da calça. E, para coroar, uma - sob medida - "Especialização em Engenharia de Trânsito e Sinalização de Trânsito" pela enigmática Emil Brunner World University... Uma instituição tão rara que é raro encontrar informações confiáveis sobre ela.

Aqui, é preciso fazer uma pausa para reflexão... Será que o nomeado correu atrás desse diploma para justificar a nomeação? Não estou dizendo que foi isso, mas... bem, a Emil Brunner World University é bastante curiosa, pois se apresenta como “norte-americana aberta por brasileiros” e alega estar “devidamente registrada no Departamento de Educação da Flórida”, ao passo que informa tratar-se de instituição “cadastrada no MEC do Brasil”; contudo, ops! Uma olhadinha mais atenta revela que seus cursos não são credenciados pelo MEC-CAPES. E a cereja do bolo é a foto de uma "aluna" na Times Square com seu diploma, que - na verdade - não passa de uma montagem digna de um trabalho escolar no Paint. Ao vê-la, levantou-se uma sobrancelha, pois me parece que se fosse verdade, usariam uma foto real, não é mesmo? Seria um "fake it till you make it"?

Entretanto, o que mais chama a atenção aqui não é apenas a inadequação do currículo para o cargo, mas sim, a contradição gritante entre o discurso de "ética e moralidade" que tanto ecoa nos círculos da extrema-direita e a prática de nomeações que beiram o absurdo; pois, como pode um grupo que se autoproclama Guardião dos Valores Morais da Sociedade justificar a indicação de alguém com uma formação tão questionável para um cargo tão estratégico? Onde está a ética nisso tudo? Sim, é no mínimo curioso como - em nome da "defesa da família e dos bons costumes" - essas figuras parecem se esquecer de que ética não é só um discurso bonito para ganhar votos; ética é sobre integridade, transparência e competência; é sobre colocar as pessoas certas nos lugares certos, não sobre distribuir cargos como se fossem troféus em um jogo de poder.

Claro, não é de hoje que vemos esse tipo de contradição; afinal, quem se esqueceu do ex-Ministro do Meio Ambiente (Ricardo Salles) que dizia ter feito mestrado em Yale, mas nunca pisou na universidade? Ou da ex-Ministra (Damares Alves) que se apresentava como “Mestre em Educação” e “Mestre em Direito”, mas depois explicou que era “mestre” só no contexto religioso? E, claro, não podemos esquecer do clássico caso do ex-Ministro da Educação (Carlos Alberto Decotelli) que teve seu currículo desmontado como um castelo de cartas. Parece que, para alguns, a ética é como um enfeite de Natal: só aparece em épocas específicas e depois é guardada no armário até o próximo ano.

Mas, cá entre nós, a piada já está ficando cansativa... Afinal, quando pessoas sem a qualificação necessária ocupam cargos estratégicos, quem sempre paga o preço é a população; a escolha do novo Secretário de Mobilidade e Trânsito não me parece apenas inadequada, mas sim, um tapa na cara de quem realmente estudou e se qualificou para a área... E, ao mesmo tempo, é um reflexo de uma política onde o critério não é competência, mas conveniência política, uma das característica do que se convencionou tratar-se como Velha Política. Claro, já há quem diga que trata-se apenas do reforço da prática de 'maquiagem' que ganhou a cidade na gestão anterior, a qual esteve na boca de todos durante a campanha eleitoral.

Num momento em que a ética na gestão pública deveria ser prioridade, essa nomeação soa incômoda, desconfortável.

Enquanto isso, Pindamonhangaba segue no túnel do tempo, onde fatos e competência parecem ser irrelevantes; afinal, o importante é manter o gado no pasto engordando feliz, não é mesmo? E, pelo visto, o pasto está cada vez mais verde para quem sabe jogar o jogo atropelando as regras e a ética... Principalmente se isso signifique pisar nos princípios que - em público - tanto dizem defender. Política, a meu ver, deveria estar acima disso tudo, pelo bem da cidade, pelo bem da população.

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sexta-feira, 7 de fevereiro de 2025

O DRAMA BOLSONARISTA

UMA TRAGÉDIA EM 3 LINHAS (ou menos, por favor!)

Ler dói... Interpretar machuca... Escrever é tortura...

E assim segue o drama diário do bolsonarista médio, um indivíduo cujo maior pesadelo é se deparar com um texto que ultrapasse o limite sacrossanto das três linhas; porque - sejamos honestos - para esse tipo de gente, qualquer coisa além disso é "textão"... E "textão", acreditam: "só pode ser coisa de comunista!" Ou seja, para essas pessoas, nada é mais opressor do que um parágrafo inteiro pedindo algo tão violento quanto pensar. Mas pensar - vejam bem - é uma atividade subversiva; pensar é o que nos separa do resto do reino animal e abrir mão disso é se entregar a um estado de selvageria organizada, onde instintos primários (medo, raiva e ressentimento) dominam o comportamento. Logo, ser bolsonarista é - sim - abdicar da própria humanidade; é recusar o raciocínio, rejeitar a dúvida e substituir qualquer tentativa de reflexão pelo mais puro automatismo. Um perigo? Sim. Porque a História nos mostra que os que se recusam a pensar são os mais fáceis de manipular. E podemos constatar isso facilmente nas postagens sobre política em quaisquer grupos.

Pois bem, a indigência intelectual dessa fauna peculiar se manifesta de várias formas, todas igualmente constrangedoras; mas veja bem, não é que eles discordem de você, pois para discordar, seria necessário compreender o que foi dito, o que exige um esforço superior ao necessário para rolar a tela em busca do próximo meme! E aí reside o dilema: por que gastar energia lendo quando se pode confiar cegamente num card mal-feito com erros grotescos de português, uma montagem tosca e a certeza absoluta de que "é verdade, tá na internet"?

E então, incapazes de articular qualquer ideia que não caiba numa figurinha do WhatsApp, eles se lançam ao debate político do único jeito que sabem: com memes! Memes que invariavelmente misturam Alexandre de Moraes com Stalin, Lula com Lúcifer e a Ursal com o Foro de São Paulo! Tudo num universo (Brasil) paralelo (?) onde Marx e Soros coordenam um plano diabólico para transformar o Brasil numa filial da Venezuela, porque (claro) o PT quer que todo mundo passe fome, mesmo depois de tirar milhões da miséria (nem preciso dizer que lógica - obviamente - nunca foi o forte dessa gente, né?)

Mas nada supera a relação tensa entre o bolsonarista e a gramática; um caso de amor e ódio, onde o amor nunca existiu e o ódio é apenas ressentimento de quem não sabe a diferença entre "mas" e "mais". Um ambiente onde "mim vai", "menas", "seje" e "estaremos votando" fluem com naturalidade, como se fossem dialetos secretos de uma seita que jura defender o Brasil, mas sequer domina sua própria língua; agora, o mais fascinante é que, mesmo mergulhados nesse oceano de ignorância, eles se sentem superiores. Riem de acadêmicos, debocham de especialistas, desprezam livros (exceto a Bíblia, que citam sem nunca ter lido) e se orgulham de sua resistência à informação, isso quando não estão - através de memes - tentando ofender quem não faz parte do que ficou conhecido como "gado" (e tenta explicar que pão com mortadela é mais gostoso que capim pra essa gente, tenta). 

Pois bem, o bolsonarista não lê, ele sente - sente raiva, sente ódio, sente que algo "tá errado aí" e não consegue apontar o que estaria errado e piora - porque não sente necessidade de conferir se é verdade; a crítica vira "lacração", os fatos se tornam "narrativas" e qualquer um que exija uma vírgula no lugar certo é um "esquerdista chorão".

E aí voltamos ao perigo de uma massa que não pensa; afinal a História já nos mostrou esse filme antes, e não termina bem. Hannah Arendt, ao analisar o nazismo, cunhou o conceito de "banalidade do mal" para explicar como Adolf Eichmann, um burocrata medíocre e sem brilho, se tornou um dos principais responsáveis pelo Holocausto... Bem, ele não era um monstro, nem um gênio do mal, ele era um imbecil, um homem comum que simplesmente seguia ordens sem questionar; que não refletia sobre as consequências do que fazia. Que, acima de tudo, não pensava. Soa familiar?

Claro, bolsonaristas não estão planejando genocídios (ainda), mas compartilham com Eichmann essa incapacidade assustadora de duvidar, de refletir, de questionar as ordens que recebem; qualquer Zé Ruela grita num grupo de WhatsApp que "o Brasil será comunista até o final do ano" e eles simplesmente acreditam! O ex-presidente diz que as urnas não são confiáveis e eles simplesmente acreditam. A ideia de verificar, de cruzar informações, de duvidar por um segundo sequer, não passa por suas cabeças; são peões de um jogo que sequer compreendem, servindo a interesses que nem imaginam, enquanto se orgulham da própria ignorância.

Assim, segue o Brasil: abarrotado de pessoas que acham que "influencer" é profissão e "professor" é vagabundo! E o pior é que - no fundo - não é culpa deles; até porque interpretar um texto exige exatamente aquilo que o bolsonarismo combate com unhas e dentes: raciocínio. E onde não há pensamento, só resta obediência cega... E isso, a História já nos provou que nunca acaba bem.

Começa assim


"Evolui"


Termina assim...



quinta-feira, 6 de fevereiro de 2025

ARRECADAÇÃO HISTÓRICA!


Recentemente, foi divulgado – em tom de crítica (entre pessoas que "debatem" política com memes) – que o Brasil arrecadou R$ 2,7 trilhões em 2024, marcando a maior arrecadação de impostos da História. E, apesar da gritaria de detratores de Lula, Haddad e do Partido dos Trabalhadores nas redes sociais, esse número está há anos-luz de se tratar de um problema, afinal, é o mais claro e direto reflexo do crescimento econômico, do aumento do poder de consumo da população e da valorização do trabalho! Afinal, como se arrecadam impostos? Simples: com mais empregos, mais renda e mais consumo. Registre-se: o Brasil de hoje tem desemprego na casa dos 6,2%, o MENOR índice desde 2014! O salário-mínimo foi valorizado ACIMA DA INFLAÇÃO, garantindo mais poder de compra aos trabalhadores, o que significa que a população está comprando mais, gerando mais tributação sobre produtos e serviços, ao passo que fortalece a economia como um todo... Além disso, algumas medidas tributárias adotadas pelo Governo Federal, também ajudaram a reforçar a arrecadação; por exemplo: a reoneração dos combustíveis, uma tentativa de reverter parte das desonerações feitas pela tragédia bolsonarista (ou desgoverno mesmo), que - além de questionável do ponto de vista constitucional por mexer com impostos estaduais - foi amplamente vista como uma estratégia de compra de votos durante o período eleitoral. Portanto, a reoneração contrasta firmemente com a postura do governo anterior, que alegava não ter poder sobre o aumento quase diário dos combustíveis e que apenas com a proximidade das eleições, tomou medidas para desonerar os preços, impactando as finanças públicas de forma insustentável. E também tivemos o fim do JCP (Juros sobre Capital Próprio), que antes permitia que grandes empresas reduzissem sua carga tributária e a taxação de fundos exclusivos, que anteriormente beneficiavam apenas os super-ricos, também ajudaram a fortalecer o caixa do país (ao passo que torna o sistema mais justo).

E para onde vai esse dinheiro? Diferente do passado recente, onde o ajuste fiscal foi feito cortando dinheiro da saúde e da educação, os recursos arrecadados agora estão sendo revertidos em investimentos sociais e infraestrutura. Obras foram retomadas, programas sociais fortalecidos, a industrialização incentivada e o Brasil voltou a crescer de forma estruturada.

Logo, esse aumento na arrecadação não significa necessariamente que os brasileiros estão pagando mais impostos, mas sim que a economia está girando melhor, com mais dinheiro em circulação e maior formalização do mercado de trabalho.

 E aí, você já percebeu os sinais desse crescimento? Vamos aos fatos:

✔️ COMÉRCIO: As vendas cresceram 6,5% em relação ao mesmo período de 2023. A FecomercioSP projetou um recorde histórico para o comércio eletrônico brasileiro, impulsionado pelo aumento da renda e da confiança do consumidor.

✔️ SHOPPINGS E PRAIAS: Os shoppings registraram um fluxo recorde de visitantes no final de 2024, impulsionados pelo maior poder de compra da população; quem esteve em qualquer shopping do país, pode confirmar; as praias do Brasil receberam o maior número de turistas dos últimos anos, aquecendo o setor de turismo e serviços.

✔️ VENDA DE AUTOMÓVEIS: Em 2024, o Brasil registrou a maior venda de veículos em 18 anos, com 2,635 MILHÕES de carros novos emplacados. E não para por aí: as vendas de carros usados também bateram recorde, com mais de 15 MILHÕES de unidades negociadas.

✔️ PODER DE COMPRA: Com mais gente empregada e o salário-mínimo valorizado, a população está consumindo mais, viajando mais, investindo mais. Não por acaso, o Brasil está registrando crescimento contínuo no PIB e na renda média do trabalhador.

Portanto, se estamos arrecadando mais, é porque estamos PRODUZINDO MAIS, EMPREGANDO MAIS, GARANTINDO AUMENTOS DO SALÁRIO-MÍNIMO ACIMA DA INFLAÇÃO e - assim - CONSUMINDO MAIS! Logo, a arrecadação recorde é um fato para se comemorar e não para se lamentar. 

Um país forte precisa de um Estado que gere empregos, que garanta aumentos do salário-mínimo acima da inflação e que invista de verdade em seu povo e é exatamente isso que estamos vendo agora!

O TEATRO DO ÓDIO

Dizem que, em algum ponto não registrado nos mapas oficiais, o Brasil deixou de ser apenas um país e passou a ser também um espelho quebrado...