Muita gente está comemorando despudoradamente a chegada de uma escola cívico-militar na cidade, contudo, é preciso parar e pensar: a quem realmente interessa esse modelo? E quem está pagando essa conta? Perguntas pertinentes, afinal, ano passado (julho de 2024), uma reportagem do site Metrópoles revelou que prefeituras de várias cidades brasileiras estão assinando contratos milionários e SEM LICITAÇÃO com uma ONG chamada ABEMIL (Associação Brasileira de Ensino Militar), criada e comandada por um capitão do Exército e suplente de Deputado Federal - ligado ao Partido Liberal, o mesmo do ex-presidente Bolsonaro e do atual |Prefeito da nossa cidade - que criou o programa em 2019... Bem essas parcerias já movimentaram mais de R$ 11 milhões de dinheiro público, muitas vezes SEM transparência e sem debate com a comunidade escolar; é com esse tipo de política que querem “salvar” a Educação? Ou seja, fiquemos de olho na Prefeitura, guardem o nome: ABEMIL.
Vamos esclarecer uma coisa importante: Escola militar- de fato - é administrada pelas Forças Armadas, já a Escola cívico-militar é uma escola pública comum, mas que entrega parte da sua gestão a militares aposentados (da reserva) ou entidades civis ligadas à lógica militar e não, ela NÃO melhora salário de Professor, não investe em infraestrutura real e - obviamente - NÃO resolve os problemas pedagógicos.
Trata-se de um modelo baseado na disciplina cega, na obediência, na padronização e na repressão da criatividade e da individualidade. Logo, é uma escola para formar autômatos (robôs) obedientes e nãoo cidadãos críticos.
E aqui vai a verdade que muitos fingem não ver: os filhos da elite, do “andar de cima”, NÃO estudam em escolas cívico-militares nem em escolas militares! Mas sim, estudam em colégios caríssimos, com ensino integral, laboratórios modernos, liberdade de expressão, projetos de arte, ciência, robótica, filosofia, debate, pensamento crítico e acolhimento emocional!
Por que, então, querem empurrar disciplina militar para os filhos do povo? Por que o ensino duro, fechado, de contenção e controle é sempre para os pobres? E mais: em vez de investir muito dinheiro para militarizar UMA escola, por que não investir esse dinheiro em TODAS as escolas estaduais da cidade, que estão sucateadas? Onde está o cuidado com a Educação como um todo? Não se deixe enganar por farda e bandeira hasteada.
Disciplina sem investimento é só opressão.
Militarização sem debate é autoritarismo disfarçado de ordem.
Não aplauda o verniz de uma escola “exemplar” enquanto o resto afunda.
Educação de verdade se faz com professores valorizados, escolas bem cuidadas, liberdade para aprender e sonhar. Chega de propaganda! Chega de espetáculo! Chega de enganação!
Pindamonhangaba merece uma Educação pública, gratuita, democrática e libertadora, para TODAS as crianças!

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