E novamente os bolsonaristas em um ato de cinismo - que beira o grotesco - agora erguem suas vozes para clamar por "anistia"... Sim, pedem anistia como se fossem mártires de uma suposta injustiça intergaláctica! Como se não estivessem sendo "perseguidos" por algo chamado CONSTITUIÇÃO FEDERAL...
Bem, não nos enganemos: essa súplica desesperada - disfarçada de apelo à reconciliação nacional - não é para os criminosos que invadiram e depredaram os prédios dos Três Poderes em 8 de janeiro de 2023! Não é para os que tentaram (de forma violenta e desesperada) subverter a Democracia brasileira. O verdadeiro alvo dessa campanha é um só: livrar Jair Bolsonaro da cadeia que se aproxima no horizonte.
Bolsonaro (o ex-presidente que passou anos alimentando a polarização e incitando a radicalização de seus seguidores) agora se faz de desentendido, ponto. E aqueles que - embriagados por sua retórica golpista - acreditaram piamente que estavam defendendo a pátria ao invadir o Congresso, o Palácio do Planalto e o Supremo Tribunal Federal e hoje apodrecem em celas superlotadas na Papuda e na Colméia. Enquanto isso, o líder que os conduziu a esse abismo, bem assessorado por sua máquina de advogados e aliados, lava as mãos como um Pôncio Pilatos moderno; afinal, ele não está nem aí para os auto-intitulados "patriotas" que caíram na armadilha de seu discurso; a verdade é que para ele, trata-se apenas de peças descartáveis em um jogo de poder (que já não lhe favorece). Sim, a verdade, dura, nua e crua, é que Bolsonaro nunca se importou com ninguém além de si mesmo. Seu projeto sempre foi o de autopreservação, custe o que custar. Se ele realmente se preocupasse com os seus seguidores, usaria sua influência e recursos para ajudá-los de forma concreta, seja com assistência jurídica, seja com apoio político. Mas não! O que vemos é um silêncio ensurdecedor, interrompido apenas por meias-palavras e gestos calculados para manter a base (ou "idiotas úteis" ou "gado") fiel, enquanto ele mesmo se prepara para o inevitável confronto com a Justiça.
O verdadeiro objetivo dessa campanha por "anistia" é claro: blindar Bolsonaro das consequências jurídicas dos atos que ele mesmo incentivou ao longo de seus anos no poder. Desde os ataques às instituições democráticas até o estímulo à violência política, passando pela disseminação de notícias falsas e a tentativa de deslegitimar as eleições, Bolsonaro construiu um legado de destruição que vai engoli-lo. E ele sabe disso; a cadeia - que parecia uma ameaça distante - se aproxima a passos largos e o ex-presidente está disposto a fazer de tudo para evitá-la, inclusive usar seus aliados mais fiéis como escudo humano e a ironia dessa situação é tão amarga quanto reveladora; afinal: os mesmos que durante anos, ecoaram o mantra de que "bandido bom é bandido morto", agora se contorcem em defesa daqueles que cometeram crimes gravíssimos contra o Estado Democrático de Direito. Os mesmos que aplaudiram a truculência policial e a militarização da segurança pública agora choram lágrimas de crocodilo pelos "coitados" que tentaram - desesperada e enlouquecidamente - derrubar um governo legitimamente eleito... Bem, trata-se de uma inversão de valores que só encontra paralelo na hipocrisia mesmo. Contudo, Bolsonaro já seguiu em frente; ele não está preocupado com os que foram presos, com os que perderam emprego, com os que tiveram suas vidas destruídas por seguir seu discurso de ódio; para ele, esses são apenas danos colaterais em um jogo muito maior.
Portanto, enquanto seus seguidores pagam o preço de sua lealdade cega, ele se prepara para o próximo movimento, tentando se safar das garras da Justiça e garantir que (no final das contas), quem se lascou que se vire!
E claro, podemos aproveitar para refletir sobre a diferenção gritante entre Bolsonaro e Luiz Inácio Lula da Silva. Lula foi condenado em um processo sem crime, sem provas, sem lógica! O próprio Ministério Público Federal falhou em apontar qualquer ato concreto do então presidente que tenha beneficiado a OAS; logo, a tese de “atos indeterminados” era - na verdade - uma confissão de que não havia nada de errado, apenas uma perseguição política travestida de processo judicial e que ganhou tração em uma sociedade que foi doutrinada por décadas a fio a odiar Lula e o Partido dos Trabalhadores. Continuado, Lula poderia ter fugido, poderia ter aceitado as inúmeras ofertas para se exilar em embaixadas, sair do país e evitar a prisão... Mas não! Ele se entregou! Sabia que era inocente, sabia que sua condenação era uma farsa e - mesmo assim - encarou a cadeia de cabeça erguida. E foi de dentro da cela que ele lutou, não apenas por sua liberdade, mas para limpar seu nome... E venceu! Lula reconquistou seus direitos políticos e voltou à Presidência pela VONTADE do povo.
E enquanto Lula triunfa, os bolsonaristas fracassam...
Neste domingo 16 de março de 2025 - na manifestação pró-anistia em Copacabana - Bolsonaro e seu fiel e tresloucado escudeiro Malafaia acreditavam que um milhão de pessoas compareceriam para pressionar o STF e o Congresso... Mas a realidade foi bem diferente: apenas 18 mil defensores de criminosos apareceram! O desespero foi tanto que a PM do Rio - governado por um aliado de Bolsonaro - teve a audácia de inflar o número para 400 mil, um verdadeiro delírio que qualquer um pode desmentir com uma simples olhada nas fotos e vídeos do evento.
No fim, o que resta para os bolsonaristas é isso: um líder que não se importa com eles, um movimento que está derretendo e um futuro incerto.
E a anistia? Essa, meu amigo, pode até chegar para alguns, mas para o Bolsonaro... Bem, pra ele o horizonte está ficando cada vez mais escuro.

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